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Astronautas do Artemis II usaram relógio com tecnologia brasileira desenvolvida na USP

O dispositivo brasileiro chamado actígrafo integra a missão Artemis II para garantir a saúde e o desempenho da tripulação no espaço

15 abr 2026 - 17h38
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A ciência brasileira acaba de alcançar um patamar histórico ao integrar uma das missões mais ambiciosas da exploração espacial contemporânea. Uma tecnologia desenvolvida nos laboratórios da Universidade de São Paulo agora atravessa a atmosfera terrestre para monitorar a saúde dos astronautas da Nasa durante a missão Artemis II. O dispositivo em questão é o actígrafo, um equipamento de alta precisão que se tornou peça fundamental para entender como o corpo humano se comporta longe do ciclo natural de dia e noite da Terra.

Artemis II: Nasa usou tecnologia brasileira desenvolvida na USP para monitorar sono de astronautas
Artemis II: Nasa usou tecnologia brasileira desenvolvida na USP para monitorar sono de astronautas
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O projeto nasceu na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, sob a coordenação cuidadosa do professor Mario Pedrazzoli. Especialista em cronobiologia, Pedrazzoli liderou o desenvolvimento de uma ferramenta capaz de registrar variáveis biológicas críticas de forma contínua. Utilizado no pulso, o aparelho funciona de maneira muito mais profunda do que os relógios inteligentes convencionais encontrados no mercado, pois seu foco é estritamente científico e voltado para a excelência dos dados coletados.

Monitoramento do ciclo circadiano em órbita

Um dos grandes desafios das viagens espaciais é manter o ritmo biológico dos astronautas em equilíbrio. Sem a referência tradicional do sol, o organismo pode sofrer desajustes severos. O equipamento brasileiro resolve parte desse problema ao medir a intensidade luminosa e a composição espectral da luz ao redor do indivíduo. Um dos maiores destaques técnicos é a capacidade de monitorar especificamente a luz azul, que possui uma relação direta e poderosa com a regulação do ciclo sono-vigília no cérebro humano.

A trajetória dessa inovação até o espaço começou com o apoio fundamental do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas da Fapesp. Esse incentivo permitiu que a pesquisa acadêmica se transformasse em um produto viável, posteriormente aprimorado e fabricado pela empresa Condor Instruments. Hoje, o dispositivo não é apenas um orgulho nacional, mas uma ferramenta consolidada internacionalmente em áreas nobres como a neurociência e a saúde pública, provando que o investimento em ciência básica gera frutos tecnológicos de alcance global.

O impacto da ciência brasileira na missão Artemis

A aplicação do actígrafo no contexto da missão Artemis II é crucial para garantir a segurança e o desempenho máximo da tripulação. Ao acompanhar os ritmos circadianos, os médicos da missão podem ajustar protocolos de descanso e trabalho, minimizando o cansaço extremo e erros operacionais. Para o professor Mario Pedrazzoli e sua equipe, ver o fruto de anos de estudos sobre o sono chegar à Nasa é a validação máxima de que a produção científica brasileira possui um impacto direto na fronteira do conhecimento humano.

Além das estrelas, a tecnologia desenvolvida na USP continua transformando vidas aqui na Terra. O mesmo rigor aplicado no espaço serve para orientar diagnósticos de distúrbios do sono e ajudar na criação de políticas públicas que visam melhorar a qualidade de vida da população. Essa versatilidade demonstra que, ao resolver problemas complexos para astronautas, a ciência acaba por oferecer soluções práticas para os desafios cotidianos da saúde humana em qualquer lugar do planeta.

Perfil Brasil
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