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Após testes na Vale, Vibra amplia oferta de diesel que oferece maior rendimento

19 ago 2026 - 11h13
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A Vibra Energia está apostando na ampliação das vendas ‌de diesel com maior valor agregado para a mineração, com a oferta de um combustível que também oferece maior rendimento por quilômetro rodado, já testado em operações da mineradora Vale, disse um executivo à Reuters.

O movimento junto a um setor no qual detém quase 60% de participação de mercado integra uma estratégia mais ampla que visa elevar a rentabilidade e a fidelização de grandes consumidores de sua divisão de negócios corporativos (B2B), incluindo outras indústrias.

A iniciativa inclui o lançamento nesta semana de um ⁠diesel premium chamado Supera Plus, desenvolvido para operações de mineração e testado pela Vale Base Metals (VBM), subsidiária de metais básicos da mineradora ‌Vale. 

Em entrevista à Reuters, o vice-presidente executivo de B2B da Vibra, Juliano Prado, afirmou que o novo diesel permitiu reduzir em cerca de 5% o consumo de combustível em operações da mineradora, além de gerar ganhos operacionais relacionados à manutenção ‌dos equipamentos e redução de emissões.

"A gente deixa de discutir o diesel como ‌uma commodity e passa a ter um produto que agrega valor adicional em relação ao que a concorrência ⁠tem", afirmou Prado.

Segundo a Vibra, o Supera Plus passa a ocupar o topo da linha de diesel da companhia, acima das versões comum e aditivada, e o primeiro desenvolvido especificamente para a mineração, segmento que utiliza maquinários pesados e que opera em condições severas.

Segundo a Vibra, o teor do biodiesel no Supera Plus continua sendo o exigido pela regulação, mas a empresa seleciona biodiesel de qualidade superior, com menos contaminantes e maior estabilidade. Além disso, o produto inclui aumentadores de cetano, para melhorar a ‌eficiência da queima, inibidores de corrosão, para proteger as partes metálicas do maquinário, e inibidores de oxidação, para fazer com que esse ‌diesel não degrade na operação.

O objetivo inicial ⁠do Supera Plus, de acordo ⁠com Prado, não é ampliar a fatia de mercado no setor mineral, mas aprofundar o relacionamento com clientes já atendidos e aumentar a ⁠rentabilidade dos contratos.

"A gente não está lançando esse produto para ganhar 'market share'. ‌A gente faz isso para criar mais ‌valor na relação que já existe. O ganho de participação pode vir como consequência", afirmou.

COMEÇANDO PELA MINERAÇÃO

Embora a mineração tenha sido escolhida como primeiro segmento para a comercialização do produto devido à intensidade do consumo de combustível e ao elevado custo de paradas não programadas de equipamentos, a Vibra vê a iniciativa como uma plataforma para expandir ⁠a oferta de combustíveis premium.

"O Supera Plus começa na mineração, mas ele vai ser transversal para as diversas indústrias que nós temos", disse Prado.

Segundo ele, a nova solução poderá ser expandida para outros setores como agronegócio, indústria e logística, nos quais ganhos de eficiência operacional também podem gerar redução relevante de custos para os clientes.

A companhia vende anualmente cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de diesel para o setor mineral, volume equivalente ‌a aproximadamente 20% das vendas do combustível no segmento B2B. Entre os clientes estão Vale, Gerdau, Alcoa, Mineração Rio do Norte e Jacobina, disse Prado.

APOSTA EM PRODUTOS PREMIUM

Os testes realizados pela Vale Base Metals serviram de base para a estratégia. ⁠De acordo com a Vibra, na mina de Salobo, no Pará, o Supera Plus proporcionou redução de cerca de 5% no consumo, com uma economia anual estimada em R$9,27 milhões. A empresa também registrou redução de 40% nas obstruções de filtros e ganhos relacionados à manutenção dos equipamentos.

Em Onça Puma, também no Pará, a Vibra afirmou que houve redução de 6% no consumo de combustível nas operações de transporte de minério, além de ampliação do intervalo entre trocas de filtros, de 250 para 500 horas.

No segundo trimestre, a área B2B da Vibra registrou um Ebitda ajustado de R$1,7 bilhão, alta de 142% ante o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ajustada do segmento alcançou R$531 por metro cúbico vendido, também avanço de 142% na mesma comparação.

A companhia atribui o desempenho à estratégia de qualificação do mix, com aumento da participação de produtos de maior valor agregado, como combustíveis aditivados, além da expansão da base de clientes.

Entre abril e junho, a Vibra assinou mais de 100 novos contratos de fornecimento e elevou para 30% a participação de produtos aditivados no volume total de diesel vendido pelo segmento B2B, conforme informou anteriormente.

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