Anvisa determina apreensão de seis tipos de sal no país
Órgão sanitário proíbe fabricação, comércio e uso de marcas anunciadas como suplementos esportivos sem registro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão imediata e a proibição de seis marcas de sal comercializadas ilegalmente no mercado brasileiro. Os órgãos de fiscalização vetaram a fabricação, importação, distribuição, venda, divulgação e uso de todos os lotes identificados.
A medida da Anvisa atinge produtos anunciados em plataformas de comércio eletrônico nas embalagens de 250 gramas, 1 quilo e 2 quilos. A agência constatou que nenhuma das marcas possuía regularização sanitária para atuar no mercado nacional.
Confira os itens que tiveram a comercialização suspensa no país: Quanqton Ocean Salts; Sal Integral Quanqton; Sal Perfeito; New Quantic; Endurance e sal Marinho Integral.
Anvisa proíbe sal sem registro vendido na internet
Segundo a Anvisa, nenhum dos seis tinha regularização sanitária, ou seja, não passaram pela avaliação que autoriza a venda legal no país. Ainda assim, eram anunciados em diversas plataformas de comércio eletrônico, em embalagens de 250g, 1kg e até 2kg.
Diante desse cenário, os fiscais da Anvisa identificaram que os fabricantes promoviam as mercadorias como suplementos para atletas sem qualquer comprovação científica. Os anúncios veiculavam alegações terapêuticas vetadas pela legislação sanitária, prometendo combate à fadiga muscular e melhora na hidratação celular.
Em nota oficial sobre as irregularidades detectadas, a Anvisa destacou trechos das campanhas publicitárias enganosas:
"Sal marinho integral com concentração elevada de magnésio — desenvolvido para atletas que precisam de reposição mineral real durante e após o esforço físico intenso, que evita câimbra e fadiga muscular."
Outros anúncios prometiam reposição mineral durante treinos longos e provas, além de hidratação celular real e recuperação mais rápida após esforço intenso.
As autoridades reforçam que os consumidores não devem adquirir ou utilizar as marcas listadas. Do mesmo modo, os sites de e-commerce que mantiverem a divulgação dos artigos irregulares estarão sujeitos a penalidades administrativas e multas. A princípio, as ações de recolhimento dos pacotes seguem ocorrendo em todo o território nacional.
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