André Mendonça derruba sigilo dos pagamentos de Daniel Vorcaro
Decisão atende a pedido do presidente da Corte e teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República
O ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo do processo sobre a rede de pagamentos de Daniel Vorcaro e do Banco Master, atendendo a pedido de Edson Fachin e com aval da PGR. Documentos do Coaf revelam repasses a pessoas com foro privilegiado no STF, além de R$ 57 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha, ligada ao cunhado de Vorcaro, e R$ 22 mil para Luiz Phillipi Mourão, o "Sicário", investigado por realizar ações de intimidação e ataques digitais a mando do empresário.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. Segundo a CNN, Mendonça atendeu a um pedido feito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
O impacto da decisão de André Mendonça sobre Vorcaro
A abertura das informações ocorre em meio a um desdobramento solicitado na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, que defendeu o acesso e a transparência do material no âmbito do tribunal. Com a manifestação favorável da PGR, o relator liberou a consulta aos autos, permitindo que os elementos da investigação fiquem acessíveis publicamente antes das próximas deliberações do plenário.
Os documentos tornados públicos resumem a estratégia inicial da apuração em três partes. Primeiro, a Polícia Federal pediu ao Coaf relatórios de inteligência financeira de todos os suspeitos. O órgão enviou apenas parte do material porque identificou transferências para pessoas com foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal.
Na sequência, o relatório enviado pelo Coaf detalha onde foram parar parte das verbas de Vorcaro entre dezembro de 2024 e o final de 2025. O dado que mais chama a atenção é o repasse de R$ 57 milhões para a Igreja Batista da Lagoinha — instituição onde o cunhado do empresário, Fabiano Zettel, atuava como pastor e que já esteve na mira da CPMI do INSS.
Por fim, o levantamento também aponta uma transferência de R$ 22 mil para Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão. Conhecido pelo apelido de Sicário, ele é apontado pelas investigações como um dos operadores de Vorcaro, responsável por ações de intimidação, monitoramento de alvos e ataques digitais a mando do ex-banqueiro.
*Em atualização
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