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Alta do whey protein amplia busca por proteínas alternativas

Levantamentos apontam disparada nos preços do whey protein no último ano, impulsionada pela popularização de medicamentos para emagrecimento e pela ampliação de produtos com proteína adicionada. Diante do cenário, o setor de suplementação amplia a oferta de fontes proteicas alternativas, como blends vegetais, colágeno e proteína bovina hidrolisada.

10 ago 2026 - 15h23
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O preço do whey protein concentrado (WPC 80), matéria-prima usada na fabricação de suplementos à base de proteína do soro do leite, subiu entre 90% e 105% nos últimos doze meses, segundo dados da consultoria StoneX. A tonelada do insumo chegou a ser negociada a 22 mil euros na União Europeia nas primeiras semanas de maio, patamar recorde para a categoria. O movimento reflete uma combinação de fatores que pressiona a cadeia global de laticínios, com efeitos que já chegam ao Brasil, um dos maiores mercados consumidores de suplementos proteicos do mundo. 

Foto: Divulgação / Atlhetica Nutrition® / DINO

Essa diversificação acompanha uma mudança estrutural no mercado, que passa a oferecer diferentes soluções para complementar o aporte proteico de acordo com os objetivos e necessidades individuais. Na Atlhetica Nutrition®, esse movimento se traduz em produtos como o Pure Blend® e o Carnitech® Beef Protein, desenvolvidos para ampliar as possibilidades de suplementação e acompanhar a busca dos consumidores por alternativas para complementar a rotina alimentar. 

Entre as causas apontadas está a popularização dos medicamentos da classe GLP-1, usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. Segundo reportagem da Reuters, replicada pelo InfoMoney, o uso desses fármacos reduz o apetite, mas também aumenta o risco de perda de massa muscular, o que levou profissionais de saúde a recomendar a suplementação proteica como parte do tratamento. Nos Estados Unidos, mais de 12% da população já utiliza esse tipo de medicação, segundo dados citados pela Exame

Além do público usuário das canetas emagrecedoras, a chamada "proteinização" da indústria alimentícia também contribui para a alta da demanda. De acordo com a Euromonitor, os produtos com adição de proteína devem fechar 2026 com crescimento de cerca de 50%, enquanto o mercado global de ingredientes proteicos, que reúne whey, proteínas vegetais, caseína e colágeno, deve movimentar US$ 83,14 bilhões neste ano, com projeção de alcançar US$ 121,53 bilhões até 2031, segundo a MarketsandMarkets. No Brasil, levantamento da Scanntech em parceria com a McKinsey mostra que o whey protein cresceu 124% no varejo entre janeiro e outubro de 2025, enquanto a creatina avançou 89% no mesmo período.  

A oferta, no entanto, não acompanha o ritmo da demanda. De acordo com o responsável pela consultoria em laticínios da StoneX, John Lancaster, em entrevista à Reuters, falta estrutura industrial para produzir whey de alto teor proteico na escala exigida atualmente, o que já gera escassez em produtos de maior valor agregado. Diante do cenário, companhias como a FrieslandCampina anunciaram investimentos superiores a 90 milhões de euros para ampliar a capacidade de produção de whey. 

"O setor vive quase uma corrida às proteínas lácteas", afirma Kristen Coady, diretora de inovação e marca da Dairy Farmers of America (DFA), em declaração à Reuters.  

Mercado aposta na diversificação das fontes proteicas 

Diante da limitação de matéria-prima, o mercado de suplementação também tem ampliado a diversificação das fontes proteicas oferecidas aos consumidores. Blends que combinam proteína isolada, colágeno e proteína da ervilha, além de proteínas de origem bovina hidrolisada associadas à creatina, ganham espaço como alternativas ao whey tradicional, sobretudo entre consumidores com restrição à lactose ou que buscam variar o perfil nutricional da dieta. No portfólio da Atlhetica Nutrition®, fabricante de suplementos sediada em Matão e com mais de 25 anos de história, no interior de São Paulo, esse movimento aparece em produtos como o Pure Blend®, que reúne proteína isolada, colágeno e proteína da ervilha, e o Carnitech® Beef Protein, que combina proteína bovina hidrolisada e creatina em uma mesma fórmula. 

Segundo o Good Food Institute Brasil, a diversificação de fontes proteicas também avança em outras frentes, como a fermentação de precisão, tecnologia que permite reproduzir proteínas do leite sem uso de matéria-prima animal. A entidade aponta, contudo, que a ausência de marcos regulatórios claros ainda é apontada por parte das empresas do setor como um dos principais obstáculos ao crescimento do segmento no país. 

O cenário de oferta restrita de whey protein deve permanecer no radar da indústria de suplementação e alimentos nos próximos meses, à medida que fabricantes buscam equilibrar produção, matéria-prima e demanda crescente por proteína. A tendência é que a diversificação das fontes proteicas continue se consolidando como resposta estrutural ao desafio de abastecimento, e não apenas como um movimento pontual. 

Website: https://www.atlheticanutrition.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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