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A cronologia que levou à prorrogação da votação no segundo turno

25 out 2026 - 20h07
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Resumo
Denúncias de redução do transporte público e chuvas no Sul geraram pedidos de prorrogação da votação por campanhas rivais no segundo turno. Diante da demora do TSE, a solicitação do PT foi ao STF, onde o ministro Cristiano Zanin estendeu o horário por duas horas em todo o país e suspendeu a apuração iniciada. Com urnas já fechadas em várias seções, determinou-se que a extensão valeria apenas para as ainda abertas, e a contagem dos votos foi reiniciada às 19h por ordem da Justiça Eleitoral.

Denúncia sobre transporte e mau tempo no Sul levaram campanhas a pedir mais tempo de urnas abertas. Indecisão do TSE e envolvimento do STF levaram a determinação de última hora.O segundo turno das eleições teve caos no fim da tarde deste domingo (25/10), com a prorrogação da votação e a suspensão da contagem dos votos.

Os problemas que desembocaram no cenário inédito começaram ao longo do dia, quando surgiram denúncias sobre falhas dos sistemas de transporte público em diversos estados.

Veja abaixo os principais fatos que levaram à prorrogação da votação neste domingo.

Denúncia sobre transporte

Ao longo do dia, surgiram denúncias de ônibus retirados de circulação em várias cidades, incluindo Salvador e São Paulo. Diante das denúncias, a coligação do Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no meio da tarde a extensão da votação em dez estados, a maior parte deles na região Nordeste e Norte.

"Ao longo do dia, as mesmas intercorrências passaram a ser registradas em diversas unidades da Federação, sempre com o mesmo efeito: o eleitor que depende do transporte público não chega, ou chega com grande atraso, à sua seção", diz a ação.

Nas redes sociais, o ministro da secretária-geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirma que a falta de transporte seria uma ação de prefeitos "bolsonaristas" para impedir o voto em regiões onde o presidente Lula venceu no primeiro turno.

TRE ordena prisão na Bahia

Na Bahia, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) chegou a pedir a prisão do secretário de mobilidade de Salvador, Pablo Souza, devido à falta de transporte.

Segundo a denúncia da Federação Brasil Esperança, que reúne os partidos PT, PCdoB e PV, o sistema de transporte coletivo urbano da capital baiana estava operando com uma redução da frota superior a 50% em comparação aos dias úteis.

O Procon do estado identificou 544 ônibus parados nas garagens da capital baiana.

Mau tempo

Mais tarde, a campanha do senador Flávio Bolsonaro também recorreu ao TSE para pedir a prorrogação da votação em duas horas, por causa das chuvas que atingiram a região Sul. O pedido dizia respeito a municípios em Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

A justificativa, no caso do PL, foi que os temporais haviam afetado a votação nesses locais. Ou seja, os objetos e regiões incluídas nas petições de cada candidato à Presidência foram distintas.

Campanha de Lula vai ao STF

Com a demora na decisão pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pedido similar ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A petição caiu nas mãos do presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, que remeteu a análise ao colega Cristiano Zanin.

Zanin determina prorrogação

O caso chegou ao conhecimento do STF às 16h23. A contagem dos votos foi suspensa às 17h06, com 1.225 das 499.248 seções apuradas. Haviam sido computados 335.743 votos válidos.

Ao analisar o caso, Zanin considerou que os relatos de falta de transporte eram graves e resolveu estender por duas horas a votação em todo o país. Quando a notícia chegou às seções eleitorais, muitas urnas já haviam sido fechadas, o que impossibilitava o cumprimento da ordem.

Cerca de uma hora depois, Zanin esclareceu que a sua decisão deveria ser cumprida apenas nos locais de votação onde as urnas ainda não haviam sido fechadas.

Kássio Nunes se manifesta

Na sequência, o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, emitiu um ofício instruindo os Tribunais Regionais Eleitorais a executar a decisão da prorrogação, especificando que ela valia apenas para as urnas que ainda estivessem abertas.

Apuração retomada

A apuração foi retomada às 19h de Brasília.

ht/cn (Agência Brasil, ots)

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