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RJ: Justiça decreta prisão preventiva de professora suspeita de racismo contra aluna de 8 anos

Servidora foi presa em flagrante na última sexta-feira, 7, e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça do Rio no domingo, 9

10 jun 2024 - 22h35
(atualizado às 23h36)
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Professora de escola municipal do Rio é presa após praticar racismo contra aluna de 8 anos
Professora de escola municipal do Rio é presa após praticar racismo contra aluna de 8 anos
Foto: Reprodução

Uma professora de uma escola municipal do Rio de Janeiro foi presa sob suspeita de cometer ataques racistas contra uma aluna de 8 anos. De acordo com familiares, a criança foi chamada de 'preta' e 'cabelo duro' pela servidora, que teve a prisão em flagrante convertida em preventiva no domingo, 9, sob determinação da Justiça do Rio. 

Segundo relatos de familiares da vítima, não foi a primeira vez que a professora, identificada como Cristiani Bispo, agridiu verbalmente a aluna. No entanto, na última sexta-feira, 7, novos ataques fizeram com que a Polícia Militar fosse acionada e a servidora, presa em flagrante. 

O caso aconteceu na Escola Municipal Estados Unidos, no Catumbi, centro do Rio de Janeiro. De acordo com a PM, uma equipe foi acionada para atender a uma ocorrência de injúria racial. Lá, uma mãe acusou a professora de racismo.

Cristiani chegou a passar mal e foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Souza Aguiar, no centro, onde recebeu atendimento médico e foi ouvida pela Polícia Civil. O caso foi registrado na 19ª Delegacia de Polícia do Rio, onde a servidora teve a prisão em flagrante decretada. 

Em nota ao Terra, a Secretaria Municipal de Educação do Rio informou que afastou a professora da função e abriu uma sindicância para apurar o caso. A pasta informou, também, que alunos e pais foram acolhidos e receberam apoio da gestão escolar. A servidora está sujeita à demissão ao fim da apuração. 

"Desde 2021, a secretaria foi uma das pioneiras no Brasil ao instituir a Gerência de Relações Étnico-Raciais (GERER), dedicada a implementar políticas e práticas educativas que combatam o racismo e valorizem a história e a cultura afro-brasileira e indígena, formando alunos e professores comprometidos com a igualdade racial", informou a pasta. 

O Terra tenta contato com a defesa da professora. O espaço continua aberto para manifestação.  

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Fonte: Redação Terra
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