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Relator da Reforma Tributária: quem é Aguinaldo Ribeiro, deputado acusado de violência doméstica

Ex-esposa do deputado federal relatou episódios de violência física, psicológica, moral e patrimonial; o político nega as acusações

12 abr 2024 - 11h49
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Resumo
A ex-esposa do deputado federal Aguinaldo Ribeiro o denunciou por violência doméstica e pediu medida protetiva, como enquadramento da lei Maria da Penha. Aguinaldo é um político paraibano e foi ministro do governo Dilma.
Aguinaldo Ribeiro comandou o Ministério das Cidades no governo de Dilma Rousseff (PT)
Aguinaldo Ribeiro comandou o Ministério das Cidades no governo de Dilma Rousseff (PT)
Foto: Divulgação: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A ex-esposa do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Ana Rachel Targino Queiroz Velloso Ribeiro, denunciou o político por violência doméstica e pediu uma medida protetiva contra ele. A denúncia foi feita no dia 2 de abril e revelada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, na última quinta-feira, 11.

Ana Rachel relatou episódios de violência física, psicológica, moral e patrimonial. Na representação protocolada no Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de João Pessoa, ela pediu que a denúncia fosse enquadrada na Lei Maria da Penha. Aguinaldo e Ana foram casados por mais de 10 anos e, juntos, eles têm duas filhas.

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Aguinaldo Ribeiro

Aguinaldo nasceu em Campina Grande, na Paraíba, em uma família composta por políticos. Iniciou a carreira política em 2003, quando foi eleito deputado estadual. Em 2011, assumiu mandato na Câmara Federal, cargo que ocupa até hoje.

No governo de Dilma Rousseff (PT), ele comandou o Ministério das Cidades. Aguinaldo Ribeiro deixou o cargo em 2014 após uma reforma ministerial promovida pela então presidente. O político foi contra o impeachment de Dilma na comissão especial, mas, na votação em plenário, ele mudou seu posicionamento e votou a favor.

Aguinaldo era um dos parlamentares mais próximos de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. No entanto, ele votou a favor da perda do mandato de Cunha, cassado em 2016, e os dois se afastaram. Na época, Eduardo Cunha chamou o ex-aliado de "covarde" e "hipócrita" em entrevista a uma rádio.

Em 2017, o então presidente Michel Temer (MDB) o indicou para a função de líder de governo na Câmara. Em agosto do mesmo ano, ele votou contra o processo que abriria uma investigação contra Temer.

O parlamentar é membro da Igreja Batista e faz parte da bancada evangélica do Congresso. Ele já apresentou propostas para liberar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com o objetivo de financiar a construção de templos religiosos e insentar "entidades religiosas" de pagarem suas contribuições para a Previdência Social. As propostas não foram aceitas.

O deputado foi o relator da Reforma Tributária. O tema, aprovado em dezembro de 2023 pela Câmara dos Deputados, segue para a fase de regulamentação pelo Congresso.

Práticas ilícitas

Aguinaldo Ribeiro também já foi suspeito de práticas ilícitas em 2012. Na ocasião, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou que o nome do deputado fosse incluído no processo que investigava supostos crimes nos processos da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), como lavagem de dinheiro e corrupção.

Ainda em 2012, quando atuava como ministro das Cidades, ele foi acusado de usar sua verba de gabinete para comprar reportagens a favor dele nos sites "PB Agora" e "24 Horas PB".

Posicionamento

Em nota publicada nas redes sociais, Aguinaldo negou as acusações de violência contra a ex-esposa e disse que não tinha conhecimento da petição, uma vez que ela corria em segredo de Justiça. "Mais estarrecido ainda fiquei com o conteúdo da petição que retrata fatos inverídicos, fantasiosos e não comprovados. Repudio veementemente as acusações de agressão, seja de qualquer natureza", escreveu.

"Valorizo a integridade e o respeito nas relações familiares. Nesse momento, vou fazer o que sempre fiz: preservar a minha família e as minhas filhas", informou

Fonte: Redação Nós
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