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Porta-bandeira da Portela é revistada após comprar em loja e denuncia racismo; veja

Vilma Nascimento, de 85 anos, voltava de uma homenagem pelo Dia da Consciência Negra quando foi abordada pela segurança

23 nov 2023 - 22h56
(atualizado às 23h15)
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Porta-bandeira histórica relata abordagem racista em aeroporto no DF:

Porta-bandeira histórica da Portela, Vilma Nascimento, de 85 anos, passou por uma situação constrangedora no Aeroporto de Brasília, na última terça-feira, 21, ao ser acusada por uma segurança de ter furtado uma loja. O caso foi denunciado pela filha dela, Danielle Nascimento, em uma publicação feita nesta quinta, 23.

Em um vídeo publicado por Danielle, é possível ver Vilma tendo que retirar todos os pertences da bolsa enquanto estava na loja Duty Free Shop. A filha contou que ela e a mãe compraram chocolates na loja, antes de embarcar no voo para o Rio. Porém, depois do pagamento, elas foram abordadas por uma fiscal.

A situação aconteceu logo após Vilma ser homenageada na Câmara dos Deputados, em uma celebração pelo Dia da Consciência Negra. Para Danielle e outras pessoas que repercutiram o caso, houve racismo na abordagem.

"Foi uma humilhação que nem eu, nem a minha mãe imaginávamos passar nessa vida. Estamos tristes e traumatizadas até agora. Foi um absurdo! Cheguei a perguntar se ela estava fazendo isso conosco por causa da nossa cor", relembrou Danielle.

Repercussão

Nas redes sociais, personalidades políticas comentaram o caso. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que está tomando providências para ampliar o combate ao racismo.

Ainda do governo federal, Paulo Pimenta, ministro da Secretaria de Comunicação Social, e a primeira-dama Janja também se pronunciaram.

A Portela publicou uma nota de solidariedade e condenou o ocorrido. "O constrangimento, demonstrado nas imagens divulgadas, é sentido por todos que temos no samba parte importante de nossa identidade, e que enxergamos em Vilma uma de nossas grandes referências", diz trecho do texto.

Em nota, a Dufry Brasil pediu desculpas pelo "lamentável incidente". “A abordagem feita pela fiscal de segurança da loja está absolutamente fora do nosso padrão. Em razão da falha nos procedimentos, a profissional foi afastada de suas funções. Este tipo de abordagem não reflete as políticas e valores da empresa. A Dufry está reforçando todos os seus procedimentos internos e treinamentos, em linha com as suas políticas, para impedir que situações assim se repitam", diz o comunicado.

*Com informações do Poder360

Fonte: Redação Terra
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