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Mulher servia de isca para turismo sexual nos anos 80

Anúncios da Embratur com mulheres de biquíni estimulavam o turismo sexual no Brasil, prática que segue até dias atuais

20 mai 2022 15h47
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Imagem foi resgatada por influenciadora digital e causou perplexidade em internautas
Imagem foi resgatada por influenciadora digital e causou perplexidade em internautas
Foto: Reprodução Instagram

A jornalista e influenciadora digital Patrícia Parenza resgatou em seu Instagram uma campanha publicitária feita pela Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) na década de 1980, que trazia a foto de quatro mulheres de costas, de biquíni, convidando turistas para visitar a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Patrícia explica em sua postagem que as campanhas publicitárias que tinham como intuito "vender"o Brasil para estrangeiros começou nos anos 1970 e tinham um forte viés sexual. "Técnicos da própria Embratur apontavam o órgão como um dos responsáveis pela consolidação do Brasil como rota do turismo sexual", relata a jornalista.

Nas campanhas, mulheres de roupas de banho acompanhavam imagens de paisagens naturais e festas populares. Ao longos dos anos, a estatal mudou os rumos passando a priorizar a cultura e a hospitalidade brasileira, mas nada fez para coibir que empresas privadas seguissem com a mesma estratégia de cunho erótico.

A jornalista lembrou ainda da declaração feita pelo presidente Jair Bolsonaro em abril de 2019 que afirmou "Quem quiser vir aqui [ao Brasil] fazer sexo com uma mulher, fique à vontade” e também a pesquisa realizada pela empresa de monitoramento de riscos digitais Axur, que localizou a criação de mais de 3 mil sites promovendo pornografia e turismo sexual no Brasil em 2015, na esteirada realização da Copa do Mundo no país.

Publicada em 2010, a Cartilha do Projeto de Prevenção à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes no Turismo lista diversas situações para auxiliar a identificar e coibir a prática. Ela pode ser acessada aqui. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 ou pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.

Fonte: Redação Nós
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