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Mãe de criança trans de 9 anos desabafa sobre transfobia em escola: "Despedaçada com o preconceito"

Thamyris Nunes, criadora do perfil Minha Criança Trans, relata preocupação e insegurança em ambientes escolares

26 fev 2024 - 12h24
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Thamyris é é presidente da ONG Minha Criança Trans
Thamyris é é presidente da ONG Minha Criança Trans
Foto: Reprodução/Instagram/minhacriancatrans

Thamyris Nunes, criadora do perfil Minha Criança Trans no Instagram e mãe da pequena Agatha, de 9 anos, relatou em rede social que a filha vem sofrendo transfobia na escola por parte dos pais de outros alunos. 

Segundo ela, que é presidente da ONG Minha Criança Trans e autora de livro homônimo, “algumas famílias tiraram seus filhos da escola justificando que o colégio estava trabalhando com ideologia de gênero por ter uma criança trans matriculada.”

Ainda que seja uma pessoa pública, Thamyris desabafa que está passando por essa situação “porque a sociedade é transfóbica”. 

“Tomei conhecimento de um grupo de pais na escola da minha filha que está disseminando meu perfil em um tom de constrangimento, pelo fato de seus filhos frequentarem os mesmos espaços que uma criança trans”, escreveu Thamyris. 

E, de acordo com relato da mãe à Vogue, esses pais começaram a divulgar o perfil de Thamyris na perspectiva de criar uma “indignação coletiva” que pressionasse a direção a rever o caso de ter uma criança trans na escola. O nome da escola não foi divulgado por Thamyris.

O que nunca falar para pais de crianças e adolescentes trans O que nunca falar para pais de crianças e adolescentes trans

“Me senti mal, impotente e despedaçada com o preconceito contra uma criança tão tranquila e amável como minha filha. Quando desabafei sobre o caso no stories, recebi uma enxurrada de amor, apoio e carinho”, disse em vídeo. 

Apoio de mães atípicas

Na mesma publicação em vídeo, a influencer comenta que recebeu vários depoimentos de mães atípicas que também passam por preconceitos. “Não apenas mães de crianças e adolescentes trans, mas também mães que são atravessadas por preconceitos parecidos, como o capacitismo e o racismo.”

“Gostaria de aproveitar meu espaço para estender essa onda de energia positiva, luz e amor para todas as mães que, assim como eu, precisam passar por essas situações e ainda assim serem a fortaleza de seus filhos, filhas e filhes”, finaliza.

Segundo Thamyris, a escola e a diretoria não a chamaram nem se manifestaram a respeito até o momento, e que o caso vem ocorrendo nos bastidores, nos grupos de pais.

Fonte: Redação Nós
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