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Drag quen vai à partida do Corinthians e se emociona

Relato de Ikaro Kadoshi sobre como foi primeira ida ao estádio revela esperança na luta contra LGBTfobia

1 jul 2022 - 14h38
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Ikaro kadoshi durante sua primeira ida a um jogo do Corinthians
Ikaro kadoshi durante sua primeira ida a um jogo do Corinthians
Foto: Reprodução Instagram

Corintiano, esse é mais um dos títulos que Ikaro Kadoshi soma aos de artista, jornalista, apresentador e drag queen. Figura fundamental da cena LGBTQIA+ paulistana e apresentador dos programas "Drag Me As A Queen" do E! e "Caravana das Drags" da Amazon Prime, Ikaro emocionou quem o acompanha no Instagram com um relato sobre sua primeira ida a um jogo do time do coração. 

"Corinthians minha vida. Corinthians meu amor. Eu consegui, finalmente, ir a um jogo do timão ao vivo. Aos 41 anos! Corinthiano desde pequeno, um sonho foi real nessa partida pela libertadores", contou na publicação, relatando que a demora se deu, em especial, por medo da LGBTfobia no esporte. "Chorei, sorri, gritei, me emocionei e pensei: 'quantas chances de viver essas emoções em 30 anos eu perdi pela situação que se encontra nos esportes e mas torcidas para quem é LGBTQIAP+'. Mudar é preciso. Evoluir é preciso. Irmos a esses espaços também" afirmou.

 

O receio foi enfrentado, com cautela, porém montadíssimo. "Como disse, eu queria ir com o meu melhor para ver meu time jogar por que ele merece! Eu mereço! E o meu melhor é estando em drag, minha profissão há 22 anos", conta, revelando que, mesmo com medo, se surpreendeu ao chegar ao estádio e ser acolhido. "Na parte onde estava procurei olhares de reprovação, mas encontrei olhares de supresa positiva. Me senti seguro. E sei que dependendo da área onde você vai assistir esse medo ainda é gigante, mas vamos um passo de cada vez!", falou. 

Ikaro reforçou que ida representa um passo para aceitação. "Nós só queremos torcer como todo mundo. Amar o time como todo mundo. Ainda mais o 'time do povo'. Não dá pra ser time do povo quando se exclui parte desse povo. Pela primeira vez , aos 41, me senti pertencendo à torcida do Corinthians", finalizou.

 

 

Fonte: Redação Nós
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