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Acusação oficializa pedido de 12 anos de prisão para Daniel Alves por estupro

Defesa também pediu medida protetiva para a vítima; julgamento deve acontecer ainda este mês

5 dez 2023 - 15h45
(atualizado às 15h52)
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O jogador Daniel Alves vai ser julgado por agressão sexual na Espanha
O jogador Daniel Alves vai ser julgado por agressão sexual na Espanha
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A defesa da vítima que acusou Daniel Alves de agressão sexual formalizou à Justiça o pedido de 12 anos de prisão ao jogador, em caso de condenação. A pena é a  máxima prevista para esse tipo de crime no país europeu. O julgamento deve acontecer ainda este mês. A informação foi divulgada pelo jornal El País.

Ester García, advogada que representa a vítima, também pediu uma medida protetiva impedindo que Daniel Alves se aproxime a menos um quilômetro da jovem durante 10 anos, após o jogador cumprir sua pena. O documento entregue à Justiça também pede que o ex-jogador de Seleção Brasileira tenha liberdade vigiada pelo período de 10 anos, após cumprimento da pena. 

Na semana passada, García recusou acordo de indenização entre o jogador e a jovem.  Segundo a ela,  é impossível ter algum tipo de entendimento, devido aos posicionamentos distintos das partes no caso e que "qualquer delito contra a liberdade sexual torna os danos morais e as sequelas irreparáveis". 

Daniel Alves está em prisão provisória desde 20 de janeiro de 2023, acusado de agressão sexual contra uma mulher, então com 21 anos. 

Relembre o caso

Daniel Alves foi acusado de ter abusado sexualmente de uma jovem, então 21 anos, na boate Sutton, em Barcelona, na noite de 30 de dezembro.  No dia 10 de janeiro, a Justiça espanhola aceitou a denúncia e passou a investigar por agressão sexual.

Inconsistências nas versões dadas pelo atleta à Justiça, além da possibilidade de fuga do país europeu, fizeram com que a juíza Maria Concepción Canton Martín decretasse a prisão preventiva do ex-jogador do Barcelo no dia 20 de janeiro, após depoimento.

Durante o período em que está recluso, o brasileiro mudou o seu depoimento por mais de uma vez, trocou de advogado de defesa e teve negado outros recursos para responder à acusação em liberdade.

Nas contradições, Daniel Alves chegou a dizer que não conhecia a mulher que o acusava; depois, argumentou que houve relação sexual com ela, mas de forma consensual. Além disso, ele entrou em um processo de divórcio com a modelo e empresária espanhola Joana Sanz, que acabou não sendo levado adiante.

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Fonte: Redação Terra
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