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Mercedes-AMG GLC 53 desembarca no Brasil e traz de volta o motor seis cilindros em linha

Mesmo híbrido, Mercedes-AMG GLC 53 2027 tem desempenho à moda antiga

16 out 2026 - 18h37
(atualizado às 18h43)
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Foto: Divulgação / Mercedes-AMG

O novo Mercedes-AMG GLC 53 4MATIC+ chega ao mercado brasileiro nas carrocerias SUV e Coupé. As duas configurações combinam o motor a combustão a um sistema híbrido leve de 48 volts, que auxilia na redução das emissões e melhora as respostas nas arrancadas. Os preços, porém, partem de R$ 729.900 para a carroceria SUV e chegam a R$ 749.900 na versão Coupé.

A Mercedes parece ter entendido esse recado e está substituindo os híbridos de quatro cilindros AMG GLC 43 e GLC 63 S E PERFORMANCE pelo novo GLC 53. Como a nomenclatura já sugere em outros modelos da marca, a novidade traz sob o capô um motor de seis cilindros em linha, de 3,0 litros, equipado com turbocompressor elétrico.

Esse motor de seis cilindros em linha recebeu um novo cabeçote, comando de válvulas de admissão, coletor de admissão e intercooler. Ele mantém um único turbocompressor de dupla entrada (twin-scroll), mas o compressor elétrico, responsável por fornecer uma resposta rápida em baixas rotações, agora conta com um motor de 10 cv, ante os 7 cv da unidade anterior.

O conjunto também preserva o sistema híbrido leve de 48 volts, que inclui um motor-gerador de partida capaz de fornecer 23 cv e 20,9 kgfm de torque adicionais. Essa contribuição, porém, não é contabilizada na potência e no torque totais declarados para o conjunto motriz.

A potência máxima agora é de 449 cv, ante os 422 cv do GLC 43 de quatro cilindros, e está disponível entre 5.500 e 6.100 rpm, faixa consideravelmente inferior à rotação de 6.750 rpm em que o motor anterior atingia seu pico de potência. Já o seis-cilindros entrega 61,3 kgfm de torque máximo a partir de 2.200 rpm, valor que chega brevemente a 65,4 kgfm com a função overboost. No modelo anterior, os 51 kgfm de torque máximo só eram alcançados a 5.000 rpm.

A potência é transmitida por um câmbio automático de nove marchas e pelo sistema de tração integral 4Matic, recalibrado pela AMG. Segundo a Mercedes, o GLC 53 acelera de 0 a 100 km/h em 4 segundos e pode atingir 269 km/h com o pacote opcional AMG Dynamic Plus. Para efeito de comparação, o GLC 43 precisava de 4,7 segundos para chegar à mesma velocidade, enquanto o GLC 63 híbrido, mais potente, cumpria a prova em 3,4 segundos.

Foto: Divulgação / Mercedes AMG

O interior mantém o layout do GLC anterior, com duas telas flutuantes independentes: uma para o painel de instrumentos e outra para a central multimídia, responsável pelo controle das principais funções do veículo. Ambas oferecem diversas possibilidades de personalização, seguindo o padrão adotado pela Mercedes-Benz em seus modelos mais recentes. Para o quadro de instrumentos, há oito opções de visualização, incluindo uma que reproduz o estilo clássico dos velocímetros e conta-giros analógicos — uma alternativa que merece espaço em todos os carros equipados com painel digital.

A lista de equipamentos inclui sistema de som Burmester 3D Surround Sound, teto solar panorâmico deslizante, ar-condicionado de quatro zonas, iluminação ambiente e carregador de celular por indução, além de integração com Apple CarPlay e Android Auto.

Os bancos dianteiros contam com ajustes elétricos e memória de posição, enquanto o volante esportivo AMG incorpora comandos dedicados às configurações de condução. Já o acabamento interno pode combinar couro Nappa, alcântara, madeira, detalhes metálicos e fibra de carbono, conforme a configuração escolhida.

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