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Artistas divergem quanto ao Napster

Terça, 13 de fevereiro de 2001, 15h24min
Diversos músicos e pop stars - cujos trabalhos representam o coração do debate sobre o Napster - saudaram a decisão do tribunal federal dos EUA, que decretou o final da era de "toda música que você quiser de graça". Em uma decisão que fez os executivos da Napster admitirem que podem ser forçados a fechar suas portas, a 9ª Corte de Apelação norte-americana decretou que o Napster deve encerrar o compartilhamento de músicas entre milhões de usuários sem o pagamento de direitos autorais.

"A decisão do tribunal (...) confirmou que o Napster estava errado em pegar não apenas a música do Metallica, mas a de outros artistas que não querem fazer parte do sistema do Napster e terem seus trabalhos explorados sem suas aprovações", disse a banda de hard rock Metallica, que apresentou sua própria queixa contra o Napster.

Enquanto a indústria fonográfica ganhou um forte impulso em seus esforços para fechar o Napster, as gravadoras ainda não criaram nenhum serviço remotamente parecido que consiga oferecer músicas tão facilmente para tantos fãs. Se por um lado muitos artistas gostariam de ser pagos por suas canções distribuídas na Internet, muitos outros acham o grande acesso às massas bastante atrativo.

O cantor de rap Chuck D e bandas como Smashing Pumpkins, Limp Bizkit e Green Day são entusiastas do Napster. "Eu só quero que minha música seja ouvida, e esta tem sido sempre a prioridade", disse Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day.

Por outro lado, algumas estrelas, como Sting, acham que, gostem eles ou não, a tecnologia surgiu para ficar, obrigando a indústria fonográfica a se reinventar em resposta ao fenômeno Napster. "As pessoas são atraídas pela idéia de baixar músicas, mas nossa sociedade funciona com pessoas sendo pagas por seus serviços, e é apenas uma questão de entrar em sintonia com a tecnologia", disse Sting, em entrevista à Reuters. "A indústria fonográfica irá mudar e nós precisaremos estar prontos para mudar juntos", disse.

Ainda assim, com tanto dinheiro envolvido, a maior parte das gravadoras não pretende aceitar um modelo que distribua música de graça. "A idéia de um acordo com o Napster seria atrativa, mas todas as gravadoras possuem o mesmo problema fundamental: seus contratos com os artistas", disse Jeremy Silver, vice-presidente executivo da Uplister, empresa de música online.

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