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Usuários buscam suas músicas favoritas

Segunda, 12 de fevereiro de 2001, 15h49min
Internautas apaixonados por música acessaram até o último momento o site do Napster, de distribuição gratuita pela internet, para descarregar em seus computadores as canções favoritas. Domingo à noite, até 14 mil usuários "atacavam" ao mesmo tempo, segundo os números mencionados na tela, sinal de uma concorrida assistência que, em média, é de 6 mil visitantes a cada vez.

As consultas caíram para 7 mil internautas num mesmo servidor por volta das 3h desta segunda-feira e prosseguiram nesse nível, a poucas horas de uma decisão judicial sobre o futuro do Napster.

O Napster, criado em 1999 por um estudante americano, Shawn Fanning, iniciou uma verdadeira revolução, permitindo a qualquer pessoa acessar música pela internet de forma gratuita, começando pelos grandes sucesso do momento, passando por Lopez e Eminem, por exemplo. Desde sua criação, mais de 500 milhões de usuários visitaram o programa do Napster. Quando alguém busca uma canção, o Napster revê os computadores de outros usuários até que a encontra. A música, que passa para formato MP3, é transferida, sob forma de arquivo de um computador para outro.

A indústria da música se sentiu rapidamente ameaçada pela amplitude do fenômeno e entrou com uma queixa em 1999 por violação dos direitos autorais, acusando o site de favorecer a pirataria em grande escala. Em julho de 2000, um juiz de San Francisco (oeste) ordenou ao Napster deter o intercâmbio de música, até que a questão fosse examinada a fundo.

Napster apelou da decisão. Assim, o tribunal de apelações deve confirmar ou anular a ordem de paralisação provisória do site, à espera de uma sentença definitiva, o que pode durar vários meses. A decisão, qualquer que seja, criará jurisprudência num setor onde existe um vazio jurídico, o da proteção dos direitos autorais na internet. Se os três juízes de apelação confirmarem a ordem, o Napster será provavelmente obrigado a deter suas atividades.

Napster já preparou uma estratégia ao aliar-se a um dos gigantes da edição musical, a gravadora alemã Bertelsmann, para desenvolver um serviço pago que será inaugurado no próximo verão boreal. Bertelsmann se comprometeu a retirar a queixa a partir do lançamento deste serviço. Resta saber se os milhões de usuários seduzidos pelo Napster da primeira etapa aceitarão pagar amanhã pelo que já receberam de graça.

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