Sony vai remover mais de 550 filmes comprados da biblioteca do PlayStation em setembro
Usuários que pagaram por títulos perderão o acesso em 1º de setembro
A Sony está enviando e-mails a usuários do PlayStation para informar que mais de 550 filmes serão removidos de suas bibliotecas digitais em 1º de setembro de 2026, mesmo que tenham sido comprados e pagos. Segundo a empresa, a medida ocorre devido ao encerramento de acordos de licenciamento com a Studio Canal, distribuidora responsável pelo catálogo afetado.
"Devido aos nossos acordos de licenciamento de conteúdo, você não poderá mais assistir a nenhum conteúdo da Studio Canal adquirido anteriormente, e o conteúdo será removido de sua videoteca a partir de 1º de setembro de 2026", afirma a mensagem enviada aos clientes.
PlayStation is deleting over 500 purchased movies from its customers' accounts 🎞️
• Includes films like 'Terminator 2', 'Rambo', 'Apocalypse Now', 'Hot Fuzz', and 'Moonlight'
• Comes after a licensing deal ended pic.twitter.com/Ma4ptB7Wtk
— Culture Crave 🍿 (@CultureCrave) June 26, 2026
Entre os títulos que serão removidos estão filmes consagrados como O Labirinto do Fauno (2006), Paddington (2014), Rambo: Programado para Matar (1982), Dia dos Mortos (1985) e Invasão Zumbi (2016). Ao todo, mais de 550 obras serão afetadas, sem reembolso para quem já havia adquirido o conteúdo.
A notícia reacendeu um debate antigo — e cada vez mais urgente — sobre os limites da propriedade digital. O episódio envolvendo a Sony ocorre na mesma semana em que o debate sobre a propriedade da mídia digital ganhou força em outras frentes. Varejistas independentes de games anunciaram boicote ao lançamento de GTA 6 após a Rockstar decidir vender a versão física do jogo apenas com um código de download dentro da caixa, sem disco. "Quando fundamos a Loot Box Gaming, foi por amor à nossa mídia favorita e pela preservação dela. Se um produto não consegue honrar as pessoas que suaram para comprar, não temos motivo para vendê-lo aos nossos clientes", escreveu a loja no X.
Os dois casos apontam para uma tendência preocupante na indústria do entretenimento: a migração acelerada para o digital, acompanhada de termos que reduzem cada vez mais o controle do consumidor sobre o que compra. Enquanto o mercado físico encolhe e as plataformas digitais se consolidam como principal porta de acesso a filmes e jogos, situações como essa evidenciam que "comprar" um produto digital pode significar, na prática, apenas alugar o direito de acessá-lo — até que os acordos entre empresas mudem.
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