Jogamos: Copa City transforma o futebol em um desafio de gestão urbana
Demo mostra proposta focada em administrar cidades voltadas para clubes e seus torcedores
Jogos de gerenciamento já exploraram praticamente todo tipo de negócio possível, mas o futebol quase sempre ficou restrito ao comando dentro das quatro linhas. Copa City tenta mudar esse foco ao colocar o jogador no controle da cidade que recebe clubes e torcidas, em vez de assumir o papel de técnico ou dirigente.
Na demonstração, a proposta fica clara desde o início. O objetivo não é montar elenco nem disputar campeonatos, mas estruturar uma cidade capaz de atender às exigências de times reais e de seus torcedores, equilibrando investimento, infraestrutura e planejamento a longo prazo.
Tycoon de Futebol
Por se tratar de apenas uma fração do que o jogo pode oferecer, a demonstração serviu mais para apresentar o básico da proposta. Primeiro, somos introduzidos a um road map que explica como funciona a criação de negócios para agradar os torcedores e os times que vão jogar na cidade fictícia que está em nossas mãos para administrar da forma correta.
O sistema de construção não foge muito de outros jogos de gerenciamento de cidades, como SimCity e Cities: Skylines, com áreas demarcadas indicando onde é possível construir e uma narração quase constante que orienta sobre o que está acontecendo. O diferencial está justamente no foco das construções, já que tudo gira em torno de atender às demandas dos clubes e de suas torcidas.
Grande parte das criações é pensada para esse cenário futebolístico, com espaços voltados para alimentação, recreação, comércio e segurança. Comparado a outros jogos do estilo tycoon, o sistema é bem explicado, exigindo basicamente o dinheiro necessário para expandir. Ainda assim, alguns pontos pedem mais atenção, como posicionar postes e geradores para garantir energia e criar vias de acesso eficientes para o grande fluxo de torcedores que começa a chegar.
Um detalhe interessante é a presença de times e estádios reais. Logo no início do teste, foi possível perceber que dois dos principais clubes a serem agradados eram Arsenal e Besiktas. Além deles, já foi anunciado que o Flamengo estará presente na versão completa, assim como Bayern de Munique e Borussia Dortmund.
A mecânica de agradar os times e suas torcidas é um dos pontos mais interessantes. Cada grupo possui necessidades diferentes. Alguns priorizam áreas comerciais por terem um perfil mais familiar, enquanto outros exigem estruturas mais luxuosas, aumentando os custos. Esse contraste obriga o jogador a equilibrar investimentos para satisfazer ambos sem comprometer o orçamento a longo prazo.
Outro aspecto positivo é a interface. O menu é fácil de entender e navegar, sem excesso de informação confusa. Os indicadores de satisfação das torcidas são simples de localizar, assim como o nível de relacionamento com cada clube, permitindo uma visão geral clara da situação da cidade.
Considerações
Mesmo sendo apenas uma demonstração, Copa City deixa clara sua proposta ao unir gerenciamento urbano com a cultura do futebol. A presença de clubes reais e o foco nas exigências das torcidas ajudam a diferenciar o jogo dentro do gênero.
Se conseguir expandir as mecânicas vistas no teste e aprofundar os sistemas de administração, pode se tornar uma alternativa interessante para quem gosta tanto de jogos de gestão quanto do universo do futebol.
Copa City chega em 21 de maio para PC, PlayStation 5 e Xbox Series.