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Jogamos: Black Ops 7 encontra na nostalgia o melhor momento da quarta temporada

Modo clássico resgata a essência dos antigos Black Ops e rouba a cena no início da nova temporada

16 jun 2026 - 13h46
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Jogamos: Black Ops 7 encontra na nostalgia o melhor momento da quarta temporada
Jogamos: Black Ops 7 encontra na nostalgia o melhor momento da quarta temporada
Foto: Reprodução / Activision

Poucas franquias conseguem despertar tanta nostalgia quanto Call of Duty. Para muitos jogadores, existe um período específico da série que continua sendo lembrado com carinho, principalmente durante a era dos primeiros Black Ops, quando os mapas, o ritmo das partidas e até os sons das eliminações acabaram se tornando parte da identidade da franquia.

A quarta temporada de Black Ops 7 parece entender muito bem esse sentimento. Mais do que novos mapas, armas ou eventos, a atualização aposta em revisitar elementos que marcaram uma geração de jogadores. O resultado é uma temporada que encontra seu principal destaque justamente ao olhar para o passado, sem deixar de apresentar algumas novidades para o multijogador e para o modo Zumbis.

Temporada da nostalgia

Dessa vez, a principal atração da temporada não são os mapas, eventos ou armas que chegaram com ela, mas sim um modo chamado Black Ops Clássico. Dá para dizer que ele funciona como uma versão de Black Ops 1 e Black Ops 2 dentro do sétimo jogo da série, trazendo de volta limitações como o omnimovement desativado, séries de pontuação clássicas e limites para as vantagens, exatamente como acontecia há mais de dez anos.

Os mapas presentes nesse modo são justamente aqueles que já fizeram parte de outros jogos da série Black Ops, como Plaza, Raid e Firing Range. Além deles, o mapa inédito da temporada, que é um remake de Vertigo, DLC lançada originalmente em Black Ops 2, também faz parte da seleção disponível.

Poderia até dizer que o que a Treyarch fez foi um apelo à nostalgia, mas sou muito suspeito para afirmar que não gostei disso. Jogar esse modo trouxe de volta a sensação que eu tinha com a franquia muitos anos atrás, sem todas as firulas de deslizar pelo cenário, ficar fazendo zig-zag ou usar a seringa para recuperar a vida a todo momento. 

Inclusive, quando entrei pela primeira vez e ouvi que os sons de acerto e eliminação eram os mesmos de Black Ops 3, passei horas jogando logo no lançamento. Isso me fez pensar que, se esse modo estivesse disponível desde o lançamento de Black Ops 7, provavelmente teríamos visto uma recepção diferente para o jogo. O multijogador está longe de ser ruim, mas esse apelo nostálgico poderia ter sido utilizado desde o início.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Além de ser o principal atrativo desse começo de quarta temporada, o jogo também recebeu novas adições para o já robusto conjunto de mapas e armas. Entre os mapas inéditos, temos apenas dois além de Vertigo. Um deles é Primetime, mais um cenário com temática japonesa, mas desta vez ambientado em uma espécie de programa de auditório inspirado nas tradicionais gincanas da televisão.

O outro mapa é Liminal, que faz parte dos cenários de enfrentamento, utilizados tanto em partidas 2v2 quanto 6v6. Entre os três mapas disponíveis nesta atualização, Vertigo acaba sendo o destaque. Mesmo com a repaginada visual, ele mostra como alguns mapas clássicos continuam envelhecendo muito bem.

Quem acompanha o modo Zumbis de Black Ops 7 sabe que o início das temporadas normalmente não traz a continuação da história principal, que já está se aproximando do desfecho. Isso, porém, não significa que não existam novidades. O grande destaque desta vez é o modo Rodadas Premiadas, que me fez pensar como a Treyarch demorou tanto para unir elementos de roguelites ao sistema de rodadas que sempre definiu o modo Zumbis.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

A estrutura segue a lógica tradicional dos roguelites. A cada rodada concluída, é possível adquirir novas melhorias, incluindo vantagens clássicas como Quick Revive, Juggernog e outras. O principal diferencial está na possibilidade de escolher quais alvos enfrentar durante a partida, selecionando chefes e minibosses que já apareceram ao longo do ciclo de conteúdo de Black Ops 7.

Existe também uma limitação no uso de armas e chicletes. Todas as partidas começam com uma pistola, exatamente como acontecia nos jogos antigos. Conforme avançamos, podemos adquirir armas de raridades superiores, mods de munição e diversas melhorias exclusivas desse modo. 

No papel, a proposta é bastante divertida, mas a presença de apenas um mapa e a necessidade de trocar constantemente de cenário a cada rodada acabam transmitindo a sensação de que o modo ainda está um pouco cru. Ainda assim, se a Treyarch decidir investir de verdade nessa ideia, existe muito potencial nessa mistura de roguelite com o modo Zumbis.

Considerações

Boa parte do sucesso desta atualização passa pelo modo Black Ops Clássico. Revisitar mecânicas, mapas e limitações que marcaram alguns dos jogos mais populares da série acaba funcionando melhor do que muitos dos conteúdos inéditos lançados recentemente, mostrando que ainda existe espaço para esse estilo de experiência dentro da franquia. 

Já no modo Zumbis, Rodadas Premiadas apresenta uma ideia interessante ao misturar elementos de roguelite com a estrutura tradicional das partidas. Ainda existe espaço para evoluir e expandir a proposta, mas o potencial está ali. Somando tudo que foi apresentado, a temporada consegue entregar novidades relevantes enquanto reforça aquilo que muitos jogadores sentiam falta há bastante tempo.

Call of Duty: Black Ops 7 está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series, podendo ser jogado também via PC Game Pass e Game Pass Ultimate. 

Fonte: Game On
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