Jogamos: Black Ops 7 acerta em cheio no modo Zumbis na Temporada 3 Recarregada
Summit retorna ainda melhor, enquanto Totenreich entra fácil entre os grandes mapas da franquia
Mesmo depois de tantos anos, Call of Duty continua encontrando formas de manter suas temporadas relevantes sem depender apenas de novas armas ou operadores. Parte disso vem justamente do cuidado em revisitar mapas clássicos enquanto tenta introduzir conteúdo inédito que realmente faça diferença dentro da rotação atual.
A Temporada 3 Recarregada de Black Ops 7 segue muito esse caminho. Com retornos importantes, eventos novos e mais conteúdo para Fim da Jornada, o grande destaque acaba ficando no modo Zumbis, que mais uma vez recebe um mapa que lembra bastante a fase mais forte da franquia.
Modo Zumbis na sua melhor fase
De destaque para essa Temporada Recarregada está o retorno que, na minha opinião, é de longe um dos melhores mapas do Black Ops original, até mais que Firing Range e Nuketown, que voltam praticamente todo ano. Summit retorna como aquele clássico mapa na neve, com a sala de comando no centro e os bondinhos nas laterais, onde era possível ficar durante as partidas.
Sempre bate um receio quando mapas antigos retornam com a jogabilidade atual, principalmente porque a franquia ficou muito mais frenética com o passar dos anos. Existe aquela sensação de que talvez o mapa não funcione tão bem nesse ritmo novo. No caso de Summit, acabou acontecendo justamente o contrário. O mapa combinou ainda mais com a movimentação atual e continua funcionando muito bem, além de ser ótimo ver tudo com os gráficos atualizados.
As novidades de mapas não ficam restritas apenas a Summit. Hacienda também retorna, agora portada para Black Ops 7, depois de já ter sido refeita em Black Ops 6. Como ela já vinha de Black Ops 4, praticamente não sofreu mudanças.
Nos mapas inéditos, Onsen facilmente entra como um dos mais bonitos vistos na franquia nos últimos anos. O cenário se passa em uma casa de banho no meio de uma floresta japonesa, e a Treyarch mostra mais uma vez como ainda sabe criar mapas novos muito bons, daqueles que facilmente poderiam voltar em jogos futuros da série.
Falando das armas inéditas da temporada, ambas estão ligadas a eventos, algo que sinceramente começa a cansar um pouco. Um dos eventos exige completar uma quantidade grande de desafios, enquanto o outro segue um formato bem mais tranquilo, liberando recompensas conforme ganhamos experiência e avançamos nos tiers.
As armas novas fogem bastante do padrão das temporadas anteriores, principalmente por abraçarem mais o lado futurista do jogo. A primeira delas está ligada ao evento de Robocop, que inclusive possui um passe separado para quem quiser desbloquear o operador inspirado no filme clássico. A arma em questão é a Siren, que dispara projéteis de energia relativamente fracos e, pelo menos até agora, quase ninguém parece estar usando nas partidas.
Já a outra nova adição é a Katana, uma arma corpo a corpo que já apareceu em outros Call of Duty. Dessa vez, ela está ligada a um evento que exige concluir vários objetivos diferentes. Dependendo do modo escolhido, isso pode acabar demorando bastante, principalmente nos desafios envolvendo Warzone e Fim da Jornada, onde algumas tarefas pedem até para reviver aliados durante as partidas.
Grande parte do conteúdo mais forte dessa Temporada Recarregada está justamente em Fim da Jornada e no modo Zumbis. Fim da Jornada finalmente recebeu o Ato 2, chamado Operação Espelho Quebrado. São dez novas etapas focadas em expandir a trama envolvendo a Guilda em Avalon, adicionando novos chefes, mais falhas para explorar e até o retorno da Mega Abominação, inimigo que antes aparecia em MWZ.
No modo Zumbis, Totenreich entra facilmente entre os melhores mapas feitos para a era Black Ops. O mapa continua a narrativa atual, que segue surpreendentemente boa, enquanto mistura uma pequena cidade pesqueira com uma estética inspirada em elementos vikings. Ao fundo, um robô gigante no estilo Origins aparece praticamente o tempo todo, reforçando ainda mais as referências ao clássico mapa.
Essas referências aparecem em vários momentos, inclusive durante os passos para construir a Wonder Weapon, que dessa vez funciona como uma arma corpo a corpo e ficou excelente de usar. Talvez o único ponto mais fraco de Totenreich seja a facilidade do easter egg principal. Mesmo assim, isso acaba compensado pela batalha final, que é muito melhor de descobrir jogando do que apenas vendo alguém explicar na internet.
Considerações
Essa Temporada 3 Recarregada consegue equilibrar bem nostalgia e conteúdo novo. Summit continua funcionando muito bem, mesmo com a movimentação mais acelerada atual, enquanto Onsen mostra que a Treyarch ainda sabe criar mapas inéditos com bastante personalidade.
O verdadeiro destaque fica mesmo no modo Zumbis. Totenreich entra fácil na lista dos melhores mapas dessa nova fase de Black Ops, principalmente pelas referências a Origins, pela ambientação e pela Wonder Weapon que ficou divertida de se usar. Mesmo com um easter egg mais simples do que o esperado, a batalha final compensa bastante e fecha essa atualização como uma das melhores dos últimos meses.
Call of Duty: Black Ops 7 está disponível para PC, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series, podendo ser jogado também via PC Game Pass e Game Pass Ultimate.
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