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Crytek teria cortado mais da metade de Ryse: Son of Rome para lançar o jogo no prazo

Game foi um dos títulos de lançamento do Xbox One, sendo elogiado até hoje por seus visuais

13 jul 2026 - 14h42
(atualizado às 14h42)
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Crytek teria cortado mais da metade de Ryse: Son of Rome para lançar o jogo no prazo
Crytek teria cortado mais da metade de Ryse: Son of Rome para lançar o jogo no prazo
Foto: Reprodução / Microsoft Studios

Surgiram novos detalhes envolvendo o desenvolvimento de Ryse: Son of Rome, um dos jogos de lançamento do Xbox One, com as informações tendo sido reveladas por ex-funcionários da Crytek em uma reportagem da IGN (via Insider Gaming).

Aparentemente a franquia visava ser o equivalente de Assassin’s Creed para o Xbox, explorando diversos cenários em diferentes projetos. Também foi dito que a Crytek cortou mais da metade do conteúdo do jogo para garantir que ele pudesse ser lançado juntamente com o videogame da Microsoft.

Ryse: Son of Rome tinha apenas seis horas de duração, pois os desenvolvedores tiveram de cortar "dois terços do conteúdo planejado" para deixar o jogo pronto para o dia do lançamento do Xbox One. Foi dito que a equipe de desenvolvimento teve de passar por um período intenso de trabalho sob pressão e horas extras para conseguir isso, mas lidou bem com a situação, pois acreditava que o título serviria de base para uma franquia.

Também foi revelado que temas como a cultura viking e o Japão feudal foram considerados cenários viáveis para jogos futuros. Para os próximos títulos, a equipe queria adotar um design mais aberto, já que o jogo original era um tanto linear. A intenção era alterar as fases para que elas lembrassem mais a estrutura de God of War (2018), da Sony.

A Crytek aparentemente também queria incluir novas mecânicas nos jogos futuros da franquia, como um veículo de navegação e um modo multiplayer competitivo. Além disso, os ex-desenvolvedores afirmaram que desejavam ter feito o combate de Ryse mais dinâmico, citando um exemplo em que os jogadores se aventuram na Britânia para esmagar a rebelião da Rainha Boudica e utilizam a formação testudo, em que os soldados usam os escudos para formar uma espécie de casca de tartaruga, impenetrável contra flechas e projéteis. O jogo original limitava-se a proteger-se do fogo inimigo e a revidar o ataque ao pressionar um botão. Inicialmente, planejava-se permitir que os jogadores entrassem e saíssem da formação à vontade, possibilitando que também enfrentassem os inimigos individualmente.

Foto: Reprodução / Microsoft Studios

Os desenvolvedores também falaram sobre sequências que incorporariam outras táticas militares do mundo real. O jogo original apresentava dois personagens de aparência mortal, Aquilo e Aestas, que acabavam sendo revelados como deuses participantes de um jogo secreto no qual as pessoas eram suas peças. Esse elemento também seria incluído nas sequências, no entanto, adaptado para diferentes religiões e mitologias, mantendo-se de forma sutil.

Por fim, foi informado que novos projetos envolvendo Ryse não estão em andamento, porque a Crytek se recusou a vender a IP à Microsoft, enquanto que a dona do Xbox não quer financiar uma franquia que não é dela. Adicionalmente, foi dito que a Crytek não quer trabalhar em projetos de terceiros. Por causa disso, não haverá um novo Ryse saindo tão cedo.

Lançado com o Xbox One, Ryse: Son of Rome foi elogiado na época devido aos seus visuais e história, mas a jogabilidade limitada e baixa duração acabaram fazendo com que o game não conseguisse engatar da forma como seus criadores gostariam.

Fonte: Game On
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