Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Brasil vive auge do R6 e Ubisoft revela próximos passos; entrevista

Ubisoft detalha o ciclo de ouro do Rainbow Six no Brasil, o impacto da Oca do Ibirapuera e os planos para fortalecer ainda mais o cenário

3 dez 2025 - 07h59
Compartilhar
Partida do RELOAD, realizado em maio deste ano na Arena Carioca
Partida do RELOAD, realizado em maio deste ano na Arena Carioca
Foto: Adela Sznajder / Ubisoft

O Brasil nunca esteve tão forte no cenário competitivo de Rainbow Six Siege. Entre grandes eventos internacionais em solo brasileiro, a consolidação da South América League, o bicampeonato mundial e um público que transforma qualquer arena em caldeirão, o país vive aquilo que muitos já chamam de o “ciclo de ouro” do R6. Mais do que resultados, é um momento de afirmação cultural: o Brasil virou um eixo global da modalidade, um polo de talento, performance e paixão.

Para entender como a Ubisoft enxerga este momento histórico — e o que está sendo feito para garantir que o crescimento continue sustentável e competitivo — conversamos com Leandro Montoya, Diretor de eSports da Ubisoft Brasil. Ele comenta a importância estratégica de levar a final da SAL para a Oca do Ibirapuera, analisa o amadurecimento das equipes nacionais, fala sobre a pressão dos resultados internacionais e reforça a necessidade de novas oportunidades para organizações, jogadores e marcas que querem se aproximar desse ecossistema que só cresce.

A seguir, você confere uma análise profunda sobre o presente e o futuro do Rainbow Six no Brasil — direto de quem está moldando esse cenário.

Game On - O Brasil está vivendo um momento histórico no R6, com finais presenciais, bicampeonato mundial e o RELOAD em casa. Como vocês enxergam esse “ciclo de ouro” do cenário brasileiro e quais são os planos da Ubisoft para garantir que esse ritmo continue forte nos próximos anos?

Leandro Montoya - Sem dúvida, estamos vivendo um momento histórico para o Rainbow Six no Brasil. Ter recebido dois grandes eventos internacionais em sequência (o Six Invitational 2024 e o RELOAD) consolidou o país como um dos principais pólos globais de esports. O bicampeonato mundial também reforça algo que sempre percebemos no dia a dia: o nível de excelência das nossas equipes e a força da torcida brasileira, uma das mais apaixonadas e engajadas do mundo.

Para os próximos anos, continuamos investindo no ecossistema regional, fortalecendo a South América League (nosso campeonato principal), ampliando oportunidades para novos jogadores por meio de nossos campeonatos de comunidade e garantindo uma boa participação na Esports Nations Cup, na qual teremos uma seleção brasileira de jogadores de Rainbow Six.

A estratégia é tornar o cenário de esports cada vez mais competitivo, profissional e conectado à comunidade e aos jogadores também casuais, esse é o alicerce que garante longevidade.

Palco do Six Invitational, realizado em fevereiro de 2024 no Ginásio do Ibirapuera
Palco do Six Invitational, realizado em fevereiro de 2024 no Ginásio do Ibirapuera
Foto: Joao Ferreira / Ubisoft

Game On - A Oca do Ibirapuera é um dos espaços culturais mais icônicos de São Paulo, e agora vira palco das finais da SAL. Qual é o impacto estratégico de realizar eventos tão grandes em locais simbólicos e como isso ajuda a posicionar o Rainbow Six Siege no mainstream brasileiro?

Leandro Montoya - Escolher a Oca do Ibirapuera para sediar as finais da SAL foi uma decisão estratégica e simbólica. A Oca é um dos espaços culturais mais emblemáticos de São Paulo, e levar um evento de esports para lá é retribuir a nossos fans todo o carinho que eles investem em nosso jogo com um evento inspirador e um lugar especial. Esse tipo de escolha também contribui para aproximar o jogo do mainstream, mostrando que os esports fazem parte da agenda cultural da cidade e do país.

Game On - As seis equipes finalistas representam o topo do competitivo nacional. Como você avalia o amadurecimento dessas organizações dentro do ecossistema R6 e o que elas mudaram na forma como o público brasileiro consome esports?

Leandro Montoya - As seis equipes finalistas representam o ápice do competitivo nacional e refletem o quanto o cenário evoluiu nesses últimos oito anos de ecossistema competitivo de Rainbow Six no Brasil. Hoje vemos organizações muito mais estruturadas, com comissões técnicas profissionais, investimentos em performance, staff multidisciplinar e uma visão clara de longo prazo. Esse amadurecimento é um dos fatores que explicam por que o Brasil lidera o ranking mundial de premiações quando consideramos os títulos conquistados por equipes brasileiras, tendo recebido mais de 12 milhões de dólares.

Além disso, essas organizações ajudaram a transformar a forma como o público brasileiro consome esports. Elas profissionalizaram sua comunicação, fortaleceram suas marcas e criaram narrativas que engajam fãs dentro e fora do servidor. O torcedor se identifica, acompanha, cria vínculos e isso aparece claramente na energia dos eventos presenciais que realizamos no país.

Game On - Como a Ubisoft vê a pressão e as expectativas colocadas sobre os times brasileiros, considerando que somos hoje a região mais vitoriosa do planeta? E como o desempenho internacional influencia diretamente o planejamento dos eventos nacionais?

Leandro Montoya - A pressão sobre os times brasileiros é natural quando olhamos para o histórico do país no Rainbow Six. Ao mesmo tempo, essa pressão vem acompanhada de um orgulho enorme. Os jogadores e organizações entendem o peso dessa responsabilidade e transformam isso em motivação, e a comunidade brasileira responde com um apoio que não vemos em nenhum outro lugar.

Do ponto de vista da Ubisoft, o desempenho internacional é um indicador importante que orienta nosso planejamento interno. Quando vemos equipes brasileiras constantemente no topo, isso reforça a necessidade de oferecer estruturas regionais cada vez mais consistentes, eventos à altura desse nível competitivo e espaços onde a torcida possa se conectar a esse sucesso.

Equipe w7m durante a final do Six Invitational 2024, no Ginásio do Ibirapuera
Equipe w7m durante a final do Six Invitational 2024, no Ginásio do Ibirapuera
Foto: Kirill Bachkirov / Ubisoft

Game On - O público brasileiro é extremamente fiel, como a Ubisoft planeja transformar esse engajamento orgânico em um ecossistema sustentável a longo prazo sem perder a identidade tão autêntica que o público brasileiro criou em torno do jogo?

Leandro Montoya - O nosso desafio, enquanto Ubisoft, é transformar esse engajamento orgânico em um ecossistema sustentável a longo prazo, sem diluir a autenticidade que a comunidade construiu.

Para isso, estamos trabalhando em três frentes principais: estruturar competições que ofereçam estabilidade a jogadores e organizações, como temos feito nos últimos oito anos; ampliar as oportunidades de desenvolvimento de novos talentos por meio de campeonatos de comunidade; e expandir o interesse no ecossistema de esports a jogadores casuais.

Queremos preservar aquilo que torna o público brasileiro especial, ao mesmo tempo em que criamos bases sólidas para que o cenário cresça de forma profissional e contínua nos próximos anos.

Game On - Você acha que apesar das vitórias, nosso ecossistema precisa de mais investimentos? O que falta para o Brasil ser encarado como um mercado competitivo de verdade e não apenas o mais apaixonado?

Leandro Montoya - O Brasil já provou que é um dos mercados mais competitivos do mundo dentro de Rainbow Six. Os resultados internacionais e nossa trajetória regional falam por si.

Marcas não endêmicas têm uma grande oportunidade de se aproximar de nossos fãs através de patrocínios e parcerias que poderiam expandir ainda mais o ecosistema competitivo e aumentar as oportunidades para jogadores profissionais e comunidade.

Quando mantemos um cenário profissionalizado, com equipes sólidas, eventos consistentes e espaço real para novos jogadores, construímos não só vitórias, mas um mercado maduro. E é justamente nisso que estamos concentrando nossos esforços.

Conclusão

Ao ouvir Leandro Montoya, fica evidente que o sucesso do Rainbow Six no Brasil não é um fenômeno isolado — é o resultado de estrutura, investimento, paixão e continuidade. O país se tornou uma referência mundial não apenas pelos títulos, mas pela capacidade de transformar esports em cultura, ocupando espaços simbólicos, trazendo novas marcas e fazendo o público se sentir parte da experiência.

O futuro, segundo a Ubisoft, não será apenas sobre vencer campeonatos: será sobre formar novos talentos, fortalecer organizações, ampliar eventos, engajar jogadores casuais e profissionalizar ainda mais o ecossistema. E, acima de tudo, será sobre manter o Brasil exatamente como ele se consolidou no R6: competitivo, vibrante e autêntico.

Se o presente já é histórico, o futuro promete ser ainda maior — e a comunidade brasileira, mais uma vez, estará no centro de tudo.

Fonte: Game On
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra