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Neon Abyss 2 mantém o ritmo frenético e encontra novas formas de prender o jogador

A sequência amplia o conteúdo e mantém o loop viciante, mesmo com alguns problemas pelo caminho

6 out 2026 - 17h50
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Neon Abyss 2 mantém o ritmo frenético e encontra novas formas de prender o jogador
Neon Abyss 2 mantém o ritmo frenético e encontra novas formas de prender o jogador
Foto: Reprodução / Veewo Games

Após um ano desde seu lançamento original em 2025, Neon Abyss 2 finalmente chega aos consoles de mesa, trazendo todo o conteúdo, as funcionalidades e as melhorias que foram adicionadas ao longo desse período na versão de PC. Isso faz com que a edição para consoles já encontre um jogo muito mais completo do que aquele que chegou inicialmente aos computadores, reunindo um ano inteiro de mudanças em uma única versão.

Para quem acompanha a franquia ou simplesmente gosta de roguelikes, a chegada aos consoles também serve para colocar à prova uma fórmula que depende bastante do seu ritmo e da vontade de continuar tentando depois de cada derrota. Neon Abyss 2 aposta justamente nessa estrutura para construir sua experiência, mas a grande questão é saber se a sequência consegue manter esse ciclo funcionando por tantas horas sem acabar perdendo sua força.

O abismo piscou de volta

Em Neon Abyss 2, o mundo que conhecemos foi tomado pela tecnologia e, por conta disso, deuses antigos se manifestaram dentro da rede graças ao poder e ao alcance que ela possui, além da forma como as pessoas daquele mundo passaram a venerá-los e temê-los. Após ser executado de forma misteriosa, um dos nossos agentes descobre que aquilo não era o fim para ele e acaba sendo encarregado de chegar ao fim do abismo para cuidar de cada uma dessas entidades que controlam aquele mundo, principalmente a cidade de Nova Atenas.

A história de Neon Abyss é muito mais uma explicação do motivo de estarmos fazendo tudo aquilo do que algo realmente profundo, mas gostei da forma como trabalharam a ideia de deuses antigos se adaptando à tecnologia. Não temos apenas entidades antigas, mas também novas figuras que surgiram a partir de obsessões que se tornaram comuns com o passar do tempo, como deuses ligados às próprias máquinas de pachinko e até certas piadas da internet. Isso deixa ainda mais emblemática a ideia de enfrentar justamente aquilo que passou a mover as pessoas daquele mundo.

O que realmente faz o jogo nos prender por horas e horas de jogatina é seu loop de jogabilidade bastante rápido, além das mecânicas principais que seguem os princípios que definem um roguelike. Temos toda aquela questão de falecer e precisar tentar tudo novamente, escolhendo caminhos diferentes, tentando a mesma rota em busca de outro resultado ou até mesmo utilizando outras armas e explorando alguma porta que deixamos passar batido.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

É bem padrão o que é visto na jogabilidade de Neon Abyss 2, então quem jogou o primeiro jogo vai se sentir em casa basicamente, enquanto novos jogadores dificilmente vão estranhar alguma coisa. Talvez a questão da mira ter uma espécie de lock nos inimigos possa causar uma leve estranheza quando temos mais de um adversário na tela, mas é bem fácil se adaptar e fazer a troca de alvo rapidamente. Fora isso, o restante do jogo segue aquele estilo de câmera lateral aos moldes de muitos metroidvanias, mas com o combate rápido que a série possui.

Ao longo dessas fases, que possuem um level design bastante divertido, o uso do neon ajuda a identificar o que cada porta ou caminho faz, além de esconder alguns caminhos secretos e certas fases extras que servem mais para descontrair e dar uma pausa nos tiroteios que não param por um minuto, como uma que envolve ficar jogando basquete. 

Durante os níveis, também encontramos criaturas conhecidas como Hatchmons, que, quando coletadas pela primeira vez, ainda são pequenos ovos. A cada abate, eles começam a sair do ovo até finalmente chocarem e passarem a nos ajudar durante as lutas. Isso torna o vai e vem durante as fases ainda mais legal, principalmente porque a quantidade de Hatchmons disponíveis é bem extensa.

Foto: Reprodução / Matheus Santana

Algo que gostei bastante que o título fez foi colocar um checklist para sabermos quais chefes ainda faltam enfrentar, principalmente pela quantidade disponível nessa sequência. Meu único porém com esses chefes é que, em um primeiro encontro, o visual deles é bastante chamativo, já que mistura a questão dos deuses com algo mais inspirado na internet, com direito a alguns deles que parecem aquelas carinhas usadas nas redes sociais há bastante tempo, como o Troll Face. 

Com o tempo, muitos dos inimigos, principalmente os chefes e alvos, acabam sofrendo pela falta de variedade em seus visuais quando voltamos a enfrentá-los, ainda mais porque boa parte deles possui apenas duas variações, alternando entre uma versão mais sombria ou entre as versões masculina e feminina. Já os que realmente são considerados os grandes chefões do jogo acabam sendo melhores nessa questão, justamente por aproveitarem melhor esse lado de serem mais únicos e menos frequentes, além de nos aguardarem no final de uma run em vez de aparecerem a cada porta de alguma fase. 

Deuses gregos como Afrodite e o próprio Hermes são alguns dos personagens que enfrentamos pelo caminho, e suas batalhas são bastante especiais e bem difíceis, o que torna essencial estar com um bom loot até chegar neles. Também gostei da maneira como a desenvolvedora fez para desbloquear algumas dessas lutas, já que não existe uma linha reta para seguir, com ramificações que permitem escolher diferentes caminhos até chegar a um deles.

Um ponto sobre a questão do multijogador que está presente nesse Neon Abyss é que não temos servidores dedicados para a América Latina, sendo apenas da Ásia, Europa e da América, o que acaba causando uma latência muito alta para quem buscava jogar de forma cooperativa ou com outros jogadores, ainda mais que é possível fazer incursões que têm um ritmo ainda mais rápido que o modo clássico e ver até onde dá para chegar com algum amigo. 

Considerações 

Neon Abyss 2 - Nota 8
Neon Abyss 2 - Nota 8
Foto: Divulgação / Game On

Neon Abyss 2 consegue fazer aquilo que mais importa para um roguelike, mantendo seu ciclo de tentativas rápido o suficiente para sempre existir um motivo para começar mais uma run. A jogabilidade é fácil de aprender, o level design ajuda a tornar cada caminho mais interessante e a quantidade de Hatchmons, armas e chefes amplia bastante as possibilidades durante as partidas. 

Ainda existem problemas na repetição visual de alguns chefes e a ausência de servidores dedicados na América Latina prejudica bastante o multiplayer, mas esses pontos não são suficientes para tirar a força do conjunto. No fim, a sequência chega aos consoles como uma evolução competente da fórmula e mostra que ainda existe espaço para Neon Abyss continuar expandindo seu abismo. 

Neon Abyss 2 chega em 8 de outubro para PC, PlayStation 5, Switch e Xbox Series, podendo ser jogado também via Game Pass.

Esta análise foi feita no PlayStation 5, com uma cópia do jogo gentilmente cedida pela Team17. 

Fonte: Game On
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