Vasco segue vivo e usa lições do Boca e São Januário para tentar virada
Com desvantagem mínima, Cruz-Maltino tem a experiência da eliminação recente e a força da Colina para buscar superar o Palmeiras
Após perder por 1 a 0 para o Palmeiras pela Copa do Brasil, o Vasco aposta no fator São Januário e nas lições da recente eliminação contra o Boca Juniors para buscar a virada. Diferente da queda no Maracanã pela Sul-Americana, a equipe agora decidirá a vaga em seu próprio estádio. O técnico Pedro Emanuel ressaltou que o elenco está mais maduro e confiante após os erros passados, vendo na força da torcida na Colina Histórica o elemento decisivo para reverter a desvantagem e avançar.
A eliminação para o Boca Juniors em pleno Maracanã ainda serve como alerta para o Vasco na reta final da temporada. Afinal, depois de perder por 1 a 0 para o Palmeiras, no Nubank Parque, a equipe carioca viverá uma configuração diferente da que encontrou diante dos argentinos. Contudo, novamente decidirá em solo carioca, agora pela Copa do Brasil.
No confronto com o time xeneize, o Cruz-Maltino trouxe para casa a vantagem de um gol, depois do triunfo na Bombonera. Contudo, não a sustentou no Maracanã e ao sofrer um revés por 3 a 1, ficou de fora da final da Sul-Americana. Agora, a decisão contra o Alviverde contará com São Januário como palco, com a torcida mais próxima para empurrar nos 90 minutos.
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Na coletiva de imprensa, o técnico Pedro Emanuel destacou que o elenco está mais preparado depois da experiência que diante do Boca Juniors. Na visão do português, o estado de espírito, no próximo domingo (8), pode ser diferente e a Colina Histórica é uma novidade essencial para o novo confronto.
"Tenho uma novidade para lhe dar: não vamos jogar no Maracanã, vamos jogar em São Januário. O estado de espírito pode ser diferente. Mas sabemos que jogamos, quer com o Palmeiras ou o Boca nestas semifinais, contra grandes equipes que estão sempre presentes nas disputas das conquistas nestas grandes competições", disse.
Desvantagem mínima e atenção total
Depois de um primeiro tempo bem abaixo do esperado, o Vasco conseguiu equilibrar o duelo na etapa final. As polêmicas de arbitragem atrapalharam o andamento da partida, porém faltou ser mais eficiente nas finalizações. Afinal, o time carioca teve chances de, pelo menos, empatar o duelo.
Dessa forma, Lescano e Cuiabano foram os jogadores mais perigosos da equipe. Ambos tiveram oportunidades e poderiam ter estufado a rede se calibrassem melhor os pés. Faltou pontaria, eficiência e tranquilidade, algo que não poderá se repetir no próximo domingo (8). O treinador também sabe que o Palmeiras tem jogado melhor fora de casa e dar espaços pode ser fatal.
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"Eficácia faz diferença em jogo de grande competição. Não vou esconder. Temos trabalhado, os jogadores estão conscientes e fazem o melhor. Por vezes, na ansiedade de querer fazer bem acontece que não se execute bem. Aconteceu isso. A ansiedade de chegar depressa ao gol não é a melhor forma de concretizar as oportunidades que criamos, nos dois tempos", frisou o treinador.
"Pelo que tenho visto do Palmeiras, é mais forte fora de casa do que em casa, no sentido de preparação estratégica nas eliminatórias. Estamos mais do que avisados e temos o alerta do que passou com o Boca. Acredito que vai ser um jogo completamente diferente e temos capacidade para continuar a disputar a eliminatória. Estamos no intervalo, conscientes das dificuldades que vamos ter", finalizou.
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