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Marino mira vaga do Vasco na final da Copa do Brasil: "Suco de raiva"

Atacante colombiano relembra virada contra o Corinthians, cita gratidão ao rival paulista na base e foca em vaga histórica na decisão

7 nov 2026 - 13h52
(atualizado às 13h52)
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Resumo
Em alta após marcar dois gols contra o Corinthians, o atacante colombiano Marino Hinestroza aposta na força de São Januário e no "suco de raiva" para o Vasco reverter a derrota por 1 a 0 contra o Palmeiras e avançar à final da Copa do Brasil. O duelo tem tom especial para o jogador, que teve passagem formativa pelo clube paulista em 2020. Após início difícil e risco de saída, Marino reencontrou a confiança sob o comando de Pedro Emanuel e agora busca consolidar sua volta por cima com a vaga.
Marino Hinestroza vem ganhando espaço no time do Vasco –
Marino Hinestroza vem ganhando espaço no time do Vasco –
Foto: Matheus Lima / Vasco / Jogada10

Marino Hinestroza encontrou na mistura de indignação e garra a fórmula perfeita para virar a chave com a camisa do Vasco. Autor de dois gols decisivos na vitória por 3 a 2 diante do Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, o atacante colombiano usou a curiosa metáfora de "beber o suco de raiva" para definir a postura agressiva que o elenco precisa adotar neste domingo (8), às 17h, em São Januário, para reverter a desvantagem de 1 a 0 contra o Palmeiras e avançar à final da Copa do Brasil.

O camisa 18 cruzmaltino apontou o caldeirão histórico como a fortaleza ideal para buscar o placar necessário após o revés sofrido no confronto de ida no Allianz Parque. Além disso, o jogador garantiu que o grupo já superou a frustração da queda recente na Copa Sul-Americana diante do Boca Juniors e canalizou toda a energia na luta pelo troféu nacional.

"Não sei se vamos beber o suco de raiva ou suco de qualquer coisa, mas a gente tem que beber alguma coisa. E com certeza a gente vai beber para virar esse jogo. A gente precisa para disputar uma final que seria muito importante para nós e para nossa torcida. São Januário, para mim, é minha segunda casa. É onde eu, como jogador, me sinto confortável. E meus companheiros também. A gente tem conseguido resultados muito bons, com a torcida cantando essa canção que 'é o time da virada'. Estamos focados no domingo", disparou Marino em entrevista exclusiva ao portal "ge".

Marino reencontra o Palmeiras e recorda aprendizado com Abel Ferreira

O confronto decisivo deste fim de semana reserva um componente especial na trajetória do atleta de 24 anos. Isso porque Marino Hinestroza desembarcou no futebol brasileiro em 2020 para defender as categorias de base do próprio Palmeiras logo após ser descoberto em um torneio juvenil no Rio Grande do Sul.

Durante a passagem pelo clube paulista na pandemia, o jovem atacante chegou a ser relacionado pelo técnico Abel Ferreira para compromissos do elenco principal. Por conta disso, o atleta guarda com carinho o período de formação em São Paulo, quando conviveu com lideranças experientes do vestiário alviverde antes de brilhar pelo Atlético Nacional e ser comprado pelo Gigante da Colina por R$ 30 milhões.

"A passagem pelo Palmeiras foi a melhor etapa da minha vida como homem, porque cheguei nesse país muito jovem, com 17 anos. Uma cultura diferente, idioma diferente, isso me fez amadurecer muito rápido como homem e jogador. O Palmeiras é um time que está sempre lutando nos torneios. Então, aprendi muito quando subi ao profissional. Lembro do Deyverson, Felipe Melo… Até bati um papo com ele uma vez no treino. Na pandemia, subi vários jogos, mas não entrei. Não alcancei jogar no profissional, mas aprendi muito nos treinos", relembrou o atacante.

Marino Hinestroza vem ganhando espaço no time do Vasco –
Marino Hinestroza vem ganhando espaço no time do Vasco –
Foto: Matheus Lima / Vasco / Jogada10

Das ruas de Cali ao renascimento com Pedro Emanuel no Vasco

A infância nas ruas de terra do bairro Olaya Herrera, uma das regiões mais violentas de Cali, forjou a garra de Marino antes mesmo dos primeiros passos nos gramados. Em meio às dificuldades financeiras da família, ganhou o apoio de Leonardo Molina, agente de trânsito local que comprou as primeiras chuteiras e abriu as portas dos projetos esportivos.

A escolha de levar apenas o prenome nas costas da camisa vascaína nasceu justamente como homenagem ao pai, operário da construção civil pesada na Colômbia. A trajetória em São Januário, no entanto, começou acidentada, com pouca minutagem e risco real de empréstimo na janela do meio do ano.

A reviravolta veio com a chegada de Pedro Emanuel. O treinador enxergou o potencial do ponta colombiano no segundo tempo, lapidou a tomada de decisão e devolveu a confiança ao ataque. Com isso, a decisão diante do Palmeiras surge como o grande teste para sacramentar essa recuperação e colocar o Vasco na final da Copa do Brasil.

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Jogada10
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