Justiça autoriza Lamacchia a emprestar quantia milionária ao Vasco
A Justiça autorizou o empréstimo de 40 milhões de reais de Marcos Lamacchia ao Vasco da Gama. O clube havia solicitado a operação para pagar a recuperação judicial e ajudar a equilibrar o fluxo de caixa.
A 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu parecer positivo para que a empresa de Marcos Lamacchia, a Almirante S/A, repasse a quantia para o Cruzmaltino. O clube havia feito a solicitação na sexta-feira (17/07) e aguardava retorno do órgão.
O modelo adotado foi o DIP (Debtor-in Possession). Este formato é específico para empresas que estão em recuperação judicial, como o Vasco. Como o clube passa por esse processo, todas as movimentações financeiras precisam ser previamente permitidas.
Na decisão judicial, é posto que a operação atende a mútuos interesses e não coloca em risco os credores. O aval do Watchdog, do Ministério Público e da Administração Judicial destacam que o empréstimo irá permitir que as atividades do Vasco se mantenham.
Como Marcos Lamacchia é o investidor âncora da venda da SAF vascaína, o empréstimo não incidirá juros e terá o valor descontado quando o empresário comprar as ações do clube.
Esta é a segunda operação financeira que o Cruzmaltino faz nesses moldes. Em outubro de 2025, a Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia, pai de Marcos, emprestou 80 milhões de reais ao Vasco.
Venda da SAF vascaína
As negociações de Marcos Lamacchia com o Vasco da Gama acontecem há pelo menos um ano. Recentemente, a diretoria administrativa do clube entrou com o processo de venda na Justiça.
Há a intenção de vender 90% das ações do clube em um negócio que pode ultrapassar os 3 bilhões de reais, como disse André Sica. Ele é advogado e representante legal de Marcos Lamacchia na operação da SAF.
Em entrevista ao site "Globo Esporte", ele apontou que o investimento prevê pagamento de 1,1 bilhão de reais em dívidas, 120 milhões de reais para o CT profissional, 30 para CT das categorias de base e 500 milhões para o futebol. Além de lidar com os fluxos de caixa de 2025 e 2026.
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