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Vasco: jornalista da Europa é sincero ao falar sobre Pedro Emanuel 

18 jul 2026 - 06h25
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Vasco da Gama contratou um substituto para Renato Gaúcho. Porém, o novo técnico não fazia parte do imaginário do torcedor. Isso porque o português Pedro Emanuel chega no clube como um nome desconhecido. 

Foto: Pedro Emanuel em apresentação no Vasco da Gama no CT Moacyr Barbos - Matheus Lima/Vasco da Gama / Gávea News

O ex-zagueiro de 1,80m fez carreira como jogador em Portugal e o maior clube em que jogou foi o Porto. Entre 2002 e 2009, atuou em 119 jogos, foi capitão dos Dragões e marcou um gol. Depois de encerrar a carreira como atleta, assumiu as categorias de base do próprio clube português. 

Embora tenha começado a nova função no país natal, foi no Oriente médio que a solidificou. Ele treinou times como Al-Ain, Al-Nassr e estava no Al-Fayha antes de fechar com o Vasco.  

Pedro estava em processo de conversas com outros times árabes até que surgiu uma proposta do clube carioca. Algo que despertou o interesse e o fez rumar ao Rio de Janeiro. Durante a carreira, tem poucos títulos relevantes. Um na Arábia Saudita, pelo Al-Taawaoun, dois no Chipre com o Apollon Limassol e outras duas taças em Portugal, com o Académica.  

Por não ter despontado em nenhum grande clube europeu, quase nenhuma informação sobre o treinador chegava ao Brasil. O que faz dele um desconhecido para o público geral e principalmente para o torcedor vascaíno. 

No entanto, o jornalista Luis Freitas Lobo, da emissora Sport TV, de Portugal, esmiuçou o estilo do treinador, em uma entrevista para o site Globo Esporte. 

"Pedro Emanuel é um treinador que gosta que as suas equipas assumam o protagonismo no jogo. Isto é, não quer equipes que fiquem à espera. Ele gosta mais que as equipes peguem o jogo desde trás, tradicional, os centrais abrirem, para depois o volante baixar para pegar nessa construção, uma dita construção a três. Depois, com laterais bem projetados e médios conseguem uns mais recuperadores, outros mais construtivos e avançados que atacam bem a profundidade, gostam muito de ir nas costas dos defensores. Essa é a imagem que o Pedro deixou sobretudo no futebol português, nos tempos da Académica, do Estoril, uma boa equipe que ele treinou e até do Arouca. Depois, a passagem para o futebol árabe já revela um Pedro diferente, porque o nível competitivo na Arábia é diferente, mas as ideias continuaram lá", disse. 

O jornalista rasgou elogios a Pedro e afirmou que o treinador procura construir equipes propositivas. 

"Ele não deu o grande salto em Portugal para uma grande equipe, mas as equipes que treinou, ele queria colocá-las a jogar, como as grandes equipes jogam, no sentido de assumir o jogo", afirmou. 

Gávea News
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