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3 bilhões: advogado revela detalhes da compra da SAF do Vasco 

18 jul 2026 - 08h11
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André Sica, representante legal do comprador da SAF do Vasco Marcos Lamacchia, explicou os pormenores que envolvem a negociação. O advogado explicou que toda a operação chegará a mais de 3 bilhões de reais.  

Foto: Estádio de São Januário - Matheus Lima/Vasco da Gama / Gávea News

Todo esse dinheiro aportado será dividido em várias frentes. Uma parte do dinheiro, aproximadamente 1,1 bilhão de reais será destinado ao pagamento de dívidas. 500 milhões de reais é para o investimento no futebol em um prazo de até cinco anos. Além do empresário assumir a responsabilidade de investir 120 milhões de reais na construção do CT profissional e outros 30 milhões de reais no CT das categorias de base. 

André Sica também especifica que o restante do dinheiro será para o gasto natural do futebol que gira em torno de 650 milhões de reais. Esse valor se somará ao equacionamento do fluxo de caixa de 2026 e de 2027. Ele assegura que Lamacchia vai investir pesado no Vasco. 

"Em nenhum cenário eu vou deixar de gastar R$ 2 bilhões. Eu tenho uma dívida líquida e já liquidada em RJ de R$ 1,1 bilhão. Depois eu tenho mais os R$ 650 milhões (do futebol), depois o fluxo de caixa de 2026, mais o fluxo de caixa de 2027 que são inexoráveis. Essa dívida é de R$ 2 bilhões, assim, já está na conta de pagamento", disse antes de completar:

"A partir daí, a gente tem a garantia de que vai cobrir o fluxo de caixa. A gente tem a garantia de que vai fazer melhorias e dentro disso, a gente tem que garantir no mínimo esses R$ 3 bilhões, mas, se eu tiver eficiência, eu equalizo isso. E essa é a ideia de trazer uma boa gestão e fazer o Vasco forte". 

Ele também falou sobre a possibilidade da venda não acontecer, graças aos movimentos do Flamengo nos bastidores. O presidente do arquirrival, acionou a agência reguladora da CBF para contestar o negócio. A alegação é de conflito de interesses, já que Marcos é enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras

"Sinceramente, a gente vê isso como um problema completamente desarrazoado. Completamente sem fundamento pelas mais diversas razões. A razão mais óbvia e mais clara é que ainda não existe conflito nenhum, porque nem a operação foi feita. Como eu contei para vocês aqui, a gente tem todo um processo até chegar ao final. A gente tem um ano e meio só (tempo restante do mandato de Leila Pereira no Palmeiras). Então a gente está discutindo algo que inexiste por si só", disse ele.

Gávea News
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