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Theodora Prado faz história como a primeira mulher do mundo a completar a Cape to Rio sozinha

Ela saiu no dia 27 de dezembro da Cidade do Cabo, na África do Sul, e velejou por 3.500 milhas náuticas completando a regata na noite deste domingo na Baía de Guanabara com tempestade nos últimos metros e mar revolto e ondas de quatro metros nos últimos dias

26 jan 2026 - 00h07
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Foto: Divulgação / Esporte News Mundo

Com um final emocionante, Theodora Prado, de 28 anos, entrou para a história da vela mundial ao ser a primeira mulher a disputar e completar em solitário a 18ª edição regata Cape to Rio - Cidade do Cabo, na África do Sul, até o Rio de Janeiro - uma das mais tradicionais do mundo que data de 1971 com sede no Royal Cape Yacht Club e no Iate Clube do Rio de Janeiro.

Ela largou com o pequeno veleiro de 31 pés, o Suidoos, no último dia 27 de dezembro e, após 29 dias e 3.500 milhas náuticas no Oceano Atlântico, completou a prova perto das 18h deste domingo, 25 de janeiro, sob uma forte tempestade na ilha da Laje, na entrada da Baía de Guanabara. 

Os últimos dias foram desafiadores para Theodora. Ela enfrentou ondas de quatro metros, mar revolto com a tempestade no mar próximo ao Rio de Janeiro. As últimas milhas foram desafiadoras. Ela encarou duas condições. Primeiro o tempo bom, mas com calmaria, buscando, com manobras, encontrar a melhor posição do barco com o pouco vento presente. A pouco mais de uma milha para o final a tempestade com raios chegou e o forte vento deu o impulso final para completar a façanha.

Theodora, de Ubatuba (SP), foi acompanhada por vários barcos em sua chegada no Rio de Janeiro. Além de botes com sua família e amigos, o sul-africano Alexforbes Angel Wings, campeão geral da Cape to Rio, e o brasileiro Esperança, do Veleiros do Sul, do Rio Grande do Sul, terceiro colocado no geral, deram o apoio necessário.

Theodora deixou o mercado financeiro onde tinha emprego para se dedicar à vela, morando em Ubatuba (SP). Ela iniciou seu planejamento para disputar a regata ainda em 2024 e largou no último dia 27 com mais outros barcos sendo dois do Brasil, um da Alemanha, além de veleiros da Suíça, África do Sul e Noruega.

"É uma realização indescritível, foi um mês navegando, mas não um mês de projeto e sim um ano, naveguei solo, mas com com certeza não estava sozinha, muitas pessoas estavam sonhando comigo. Chegar aqui é como realizar um sonho coletivo, vir em um barco foi especial, grandioso. spero que mais pessoas participem dessa regata. Sou muito grata ao Royal Cape Yacht Club e ao Iate Clube do Rio de Janeiro. Essa regata é uma verdadeira celebração do Hemisfério Sul em um esporte dominado pelos europeus e americanos, ver uma regata como essa entre África e Brasil é uma celebração", disse Theodora que já havia feito outras cinco travessias no Atlântico, mas sempre com companhia.

"Estou feliz e realizada. Desde que fui pela primeira vez para Cape Town em 2022, me apaixonei pela cidade, é muito parecida com o Rio de Janeiro, o povo sul-africano é incrível, hospitaleiro assim como o brasileiro. Eu digo que a África do Sul é minha segunda casa, foi a realização de um sonho fazer essa regata". 

Ela descreveu as dificuldades dos últimos dias e a força do seu pequeno veleiro: "Essa semana foi uma verdadeira provação. Eu não esperava, não é uma condição típica daqui, mas foram quatro dias de mar muito duro com quatro metros de onda, 40, 45 nós de vento constante. Só tenho a agradecer ao meu fiel amigo barco Suidoos, o barco se mostrou muito guerreiro e muito forte , ele se comportou muito bem. Não teve nenhuma quebra, nenhuma vela rasgada, barco ficou perfeito e pronto pra navegar amanhã se a gente quiser. Tenho uma relação de amor com ele. Não sei o que foi pior passar por quatro dias de temporal ou um de calmaria (risos), mas no fim foi a melhor velejada de sempre. Vai ficar no meu coração pra sempre", completou Prado que ficará pouco mais de uma semana no Rio antes do retorno para Ubatuba (SP).

Vitor Medina, diretor da Cape to Rio, destacou a importância do feito de Theodora: "Primeira mulher a fazer essa regata solitária. Já houve vencedor na última regata que foi o barco Atalanta que foi um homem sozinho, mas mulher sozinha nunca tivemos competindo. A preparação para uma regata de 3.500 milhas é muito trabalhosa. Ela trabalhou muito para angariar fundos para comprar o barco Suidoos e enquanto preparou o barco fez deliveries, ela é skipper levando o barco do Caribe para a Europa para fazer dinheiro para pagar as contas e conseguiu. É um feito enorme. É uma vitoriosa"

Pódio definido com barco brasileiro

Os campeões foram  definidos e serão premiados na próxima terça-feira, 27, no Iate Clube do Rio de Janeiro. O Alexforbes Angelwings, da África do Sul, comandado por Sibusiso Sizatu, foi  o campeão no tempo corrigido. O alemão Vineta, que foi o Fita Azul, ou seja, o primeiro a concluir a prova, ficou em segundo (perdeu no tempo corrigido) e o barco gaúcho Esperança, de Márcio Lima, fechou o pódio.

Esporte News Mundo
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