Tenista italiano ex-número 6 do mundo revela ameaças de apostadores
Matteo Berrettini disse que mensagens foram enviadas a seu irmão
O tenista italiano Matteo Berrettini revelou que sua família sofreu ameaças de morte feitas por apostadores durante Roland Garros, caso já denunciado à ATP. Durante o US Open, o atleta alertou que intimidações desse tipo são frequentes no circuito profissional, afetando outros jogadores sobretudo em torneios Challenger. Ele cobrou maior proteção aos atletas contra esses abusos, embora reconheça o peso financeiro dos patrocínios de casas de apostas no esporte.
O tenista italiano Matteo Berrettini, ex-número 6 do mundo e vice-campeão de Wimbledon em 2021, revelou que sua família foi alvo de ameaças de morte enviadas por apostadores após uma de suas vitórias.
O relato foi feito em entrevista coletiva depois do triunfo sobre Stan Wawrinka pela primeira rodada do US Open, quando foi questionado por um jornalistas sobre a presença de uma casa de apostas entre os patrocinadores do último Grand Slam da temporada.
"Meu irmão recebeu mensagens no celular com ameaças à minha família. Ganhei uma partida e mandaram para ele textos com o sentido de: 'Matteo é ruim, se você não disser a ele para perder, matamos sua família'. Naturalmente, denunciamos tudo à ATP [Associação dos Tenistas Profissionais]", contou o italiano.
Segundo ele, o episódio ocorreu durante a disputa de Roland Garros e não foi um caso isolado no circuito. "É um tema complexo, porque os jogadores, inclusive eu, já receberam mensagens no passado. Eu mesmo vivi momentos em que não me senti particularmente à vontade jogando com pessoas, ao redor das quadras, que perturbavam a partida com coisas que não considero ligadas ao tênis", disse.
Berrettini ainda declarou que uma "tenista italiana" recebeu "mensagens terríveis" durante o Masters 1000 de Indian Wells.
"Precisamos proteger os jogadores e fazer tudo o que for possível para criar um ambiente seguro para todos", acrescentou ele, ressaltando que a situação é particularmente "difícil" no circuito Challenger, uma espécie de "segunda divisão" do tênis profissional.
Apesar disso, Berrettini garantiu não ter nada contra casas de apostas em princípio. "Se a questão for tratada adequadamente, de forma controlada, e não levar às piores consequências do jogo, acho que pode até ser algo divertido.
Pessoalmente, nunca fiz isso na minha vida e não acho que farei, mas faz parte do nosso esporte e, se não me engano, muito do dinheiro do circuito vem daí", explicou.
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