Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Perto de igualar US$ 2 mi de Guga e Meligeni, Bellucci diz: "não sou pão-duro"

11 out 2011 - 07h42
(atualizado às 10h47)
Compartilhar

Com apenas 23 anos, Thomaz Bellucci está cada vez mais perto de alcançar a marca de US$ 2 milhões em premiação, feito logrado apenas por Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni entre os tenistas brasileiros. Eliminado na primeira rodada do ATP 500 de Pequim, ele contabiliza atualmente US$ 1.958.668 e nega o status de sovina.

» Veja comparação entre tenistas e clubes de futebol

"Acho que não sou tão pão-duro. Eu invisto bem na carreira. Logicamente, não posso gastar muito, porque você nunca sabe o dia de amanhã. De repente, eu me machuco e deixo de jogar. Preciso sempre de uma reserva de dinheiro", afirmou Bellucci.

O tênis é um esporte reconhecidamente caro e requer alto investimento. Como passa a maior parte do ano no exterior para disputar o circuito da ATP, Bellucci conta com ajuda dos pais para administrar o dinheiro e vê a premiação como um fator de segurança.

"Isso serve como base para a estrutura que tenho hoje de técnico e viagens. Quando estou dentro da quadra, tenho o conforto de saber que conto com uma estabilidade do lado de fora", declarou o brasileiro, que apenas no ano de 2011 arrecadou US$ 603.597 em premiação.

Bellucci é treinado desde o começo da temporada por Larri Passos, antigo técnico de Gustavo Kuerten. Recordista de premiação entre os brasileiros, o ex-número 1 do mundo e tricampeão de Roland Garros ganhou US$ 14.807,000 entre 1993 e 2008. Atualmente, investe parte do montante em atividades filantrópicas.

O segundo lugar na lista dos tenistas brasileiros mais premiados é ocupado por Fernando Meligeni. Ex-número 25 do mundo, ele faturou US$ 2.558,867 de 1989 a 2003. Desta forma, será fatalmente ultrapassado pelo ainda jovem Thomaz Bellucci em breve.

O atual pupilo de Larri Passos tem potencial para incrementar os prêmios significativamente, mas não trata o tema como prioridade. "Isso é consequência do meu trabalho. É gratificante ter uma recompensa pelo esforço e pelo trabalho que tive dentro da quadra, mas não é o mais importante", afirmou.

Se Bellucci precisa de mais US$ 41.332 para chegar aos US$ 2 milhões em prêmios, André Sá está ainda mais perto de alcançar a marca. Aos 34 anos, o ex-número 55 de simples vem se dedicando às duplas nas últimas temporadas e frequenta o circuito desde 1993.

"O tamanho do seu prize-money é fruto do nível de tênis que você joga. Todo centavo que tenho na conta chegou ali com muito suor e esforço. Então, se estou quase chegando aos US$ 2 milhões, é porque joguei bem tênis na minha carreira e é isso que importa", disse o duplista, hoje com US$ 1.990.030.

Ex-top 35 do ranking de simples, Jaime Oncins encerrou a carreira em 2001 e ocupa o oitavo lugar na lista dos mais premiados. Ao lado do pupilo português Gastão Elias, o atual técnico disputou recentemente a chave de duplas do Challenger de Recife e caiu logo na primeira rodada, o que rendeu um aumento de US$ 180 na premiação, totalizando US$ 1.216,131.

Além de Bellucci e André Sá, Ricardo Mello também reúne mais de US$ 1 milhão e segue em atividade. Aos 30 anos, o tenista que já alcançou a 50ª posição do ranking de simples contabiliza um total de US$ 1.358,424, dos quais US$ 214,703 foram arrecadados em 2011. Marcos Daniel, por sua vez, se aposentou no último mês de abril com US$ 1.177,189.

Confiante para segundo semestre, Bellucci vê com bons olhos a troca na liderança do ranking da ATP
Confiante para segundo semestre, Bellucci vê com bons olhos a troca na liderança do ranking da ATP
Foto: Felipe Schroeder Franke / Terra
Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra