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Técnico acredita que Escócia vai voltar para casa após derrota autoinfligida

24 jun 2026 - 23h42
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O técnico ‌da Escócia, Steve Clarke, acredita que sua equipe será eliminada da sua primeira Copa do Mundo em 28 anos, depois do que ele considerou uma derrota por 3 x 0 em grande parte autoinfligida para o Brasil na última rodada ⁠do Grupo C nesta quarta-feira.

Os escoceses, com três pontos, ainda ‌têm tecnicamente uma chance de avançar para o mata-mata de uma Copa do Mundo pela primeira vez como ‌uma das oito melhores terceiras colocadas entre ‌os 12 grupos da competição.

No momento, a Escócia ⁠tem a sexta melhor campanha, mas Clarke acredita que será ultrapassada por pelo menos duas outras seleções, com 20 partidas de fase de grupos ainda por disputar.

"Resultado justo", disse. "Quando você dá a uma seleção como o Brasil as chances que ‌demos a eles, é de se esperar que seja punido. ‌E foi isso que ⁠aconteceu. Acho ⁠que provavelmente vamos voltar para casa."

"Sabemos que eles são mortais no terço ⁠final do gramado, e ‌nós, com certeza, demos ‌a eles os dois primeiros gols, provavelmente o terceiro também."

"Então, nós lhes demos os gols, mas, por outro lado, eles também perderam algumas chances e Angus (Gunn) teve que ⁠fazer algumas boas defesas."

"Criamos uma ou duas chances, mas nada realmente claro."

A frustração de Clarke com o desempenho de sua equipe nesta quarta-feira ficou clara, mas ele disse que não está zangado com ‌os jogadores que levaram a Escócia à sua primeira Copa do Mundo desde a França em 1998.

"Estou decepcionado por eles porque ⁠não alcançaram o nível que poderiam atingir", disse.

"Acho que todos sabemos disso. Qualquer um que tenha acompanhado essa equipe nos últimos anos sabe que não atingimos o nível que poderíamos atingir."

O ex-lateral do Chelsea disse que a campanha da equipe também expôs problemas estruturais do futebol escocês que precisam ser resolvidos.

"Acho que, quando você vê a força física, a potência e a técnica tanto de Marrocos quanto do Brasil, percebe que precisamos fazer algo a respeito", disse.

"Temos que tentar melhorar na formação de jovens jogadores capazes de brilhar no cenário mundial."

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