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Últimas vitórias do São Paulo contam com reação no 2º tempo

Clube marcou 17 dos 21 gols na segunda etapa, cerca de 81%, para uma média de um gol a cada 19 minutos (sem contar os acréscimos)

29 nov 2020
06h06
atualizado às 09h20
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Há dois meses, Fernando Diniz irritou parte da torcida do São Paulo ao dizer que o time, após derrota para a LDU na Libertadores, havia "ganhado por 2 a 1" o 2º tempo. A resposta gerou discórdia na época, mas apontou para uma característica marcante da equipe: o São Paulo vai muito bem nas etapas finais.

Luciano comemora gol contra o Bahia
Luciano comemora gol contra o Bahia
Foto: Jefferson Peixoto / Futura Press

Nas últimas sete vitórias do Tricolor, em todas o time reagiu e tomou a frente do placar após o intervalo. Foi assim nas vitórias contra o Flamengo pelas quartas de final da Copa do Brasil, no jogo da eliminação para o Lanús na Sul-Americana, e nos triunfos sobre o Rubro-Negro, Goiás, Fortaleza e Bahia no Brasileiro.

Juntando essas vitórias, o São Paulo marcou 17 dos 21 gols na segunda etapa, cerca de 81%, para uma média de um gol a cada 19 minutos (sem contar os acréscimos). Na defesa, o time sofreu quatro dos nove gols no período.

Mudança no intervalo

O crescimento de desempenho passa pelas instruções e mudanças de Fernando Diniz no vestiário. Buscando o placar, o treinador se acostumou a tirar um zagueiro para a entrada de um meia ou atacante. Neste cenário, a equipe pode atuar tanto com uma linha de três, formada pelo zagueiro restante e os dois laterais, como pode contar com o recuo de Luan para completar o espaço.

A alteração, segundo Diniz, é um "risco calculado" e ajuda a equipe a ser mais agressiva, sem mudar muitas peças.

"É uma alternativa que a gente tem, o Luan joga bem como zagueiro, onde ele joga no meio, na frente como segundo volante, se precisar um dia jogar na lateral ele está treinado. Gosto que os jogadores joguem em mais de uma posição e quase todos treinam para isso", analisou o técnico na entrevista coletiva após a vitória.

Contra o Bahia, o cenário se repetiu. Léo foi substituído por Vitor Bueno, Luan recuou e o São Paulo ganhou mais agressividade e capacidade de construção na etapa final.

"Hoje (sábado) achei que essa era uma mudança para a gente melhorar a condição de criação, mas o time também estava bem no primeiro tempo, o Juanfran e Léo estavam bem. Mas é uma questão de melhorar o time com o que temos nas mãos e hoje tivemos um resultado muito positivo", completou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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