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São Paulo tem nova vitória judicial em disputa pelo sócio-torcedor

Tricolor também vence pedido de depósito dos valores em juízo e receberá R$ 140 milhões até o fim do ano por acordo com a Ticketmaster

7 nov 2026 - 11h26
(atualizado às 11h29)
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Resumo
A Justiça negou novo pedido de liminar da Feng e manteve o contrato do São Paulo com a Ticketmaster para a gestão do sócio-torcedor e ingressos do Morumbis a partir de 2025. O clube comprovou o direito à rescisão unilateral e receberá R$ 140 milhões até o fim do ano, sem a necessidade de depósito judicial dos valores. A Feng, que alegava preferência para cobrir a proposta da concorrente e destacou a evolução expressiva das receitas sob sua gestão desde 2021, terá que aguardar o rito comum do processo.

O São Paulo voltou a vencer a Feng na Justiça e manteve o contrato com a Ticketmaster para a operação do programa de sócio-torcedor a partir do ano que vem. Nessa sexta-feira (6), a Justiça rejeitou o pedido mais recente da atual gestora para anular a parceria.

Tricolor manteve contrato com a Ticketmaster para a operação do programa de sócio-torcedor –
Tricolor manteve contrato com a Ticketmaster para a operação do programa de sócio-torcedor –
Foto: Reprodução/x.com/lttcouto - Legenda: São Paulo vence mais uma na Justiça / Jogada10

A Feng tentou impedir a mudança sob o argumento de que tinha prioridade para igualar a proposta de uma concorrente interessada no programa. Já o Tricolor defendeu que poderia encerrar o vínculo sem oferecer essa oportunidade à empresa, pois o contrato prevê a rescisão unilateral com aviso prévio de 180 dias e pagamento de 15% da receita bruta mensal.

A Justiça acolheu a posição do clube e entendeu que a cláusula de rescisão não assegura à Feng a renovação do contrato nem a preferência em uma nova parceria. Com a nova negativa, a empresa não tem mais a possibilidade de pedir uma liminar, e o processo seguirá o rito comum até o julgamento.

A Feng também pediu que os valores previstos no acordo com a Ticketmaster fossem depositados em juízo, mas a Justiça negou. O Tricolor receberá, portanto, R$140 milhões até o fim do ano.

Tricolor manteve contrato com a Ticketmaster para a operação do programa de sócio-torcedor –
Tricolor manteve contrato com a Ticketmaster para a operação do programa de sócio-torcedor –
Foto: Divulgação / São Paulo / Jogada10

São Paulo: valores e operações

A parceria acertada nas últimas semanas também inclui a gestão de ingressos do Morumbis, com montante que reúne duas operações. O clube já recebeu R$ 30 milhões da Ticketmaster para usar o camarote 29A do estádio, enquanto garantiu empréstimo de R$ 110 milhões — para devolver à empresa com a renda dos jogos no estádio, até o limite de R$ 1,8 milhão por mês.

Depois da nova derrota, a Feng defendeu, por meio de nota, os resultados do trabalho iniciado em 2021. A empresa garante que a receita anual passou de R$ 7 milhões para mais de R$ 50 milhões, segundo os balanços do Tricolor citados pela gestora. Além disso, citou o crescimento do ticket médio, de R$ 31 ára R$ 93,13, e da base de sócios, que superou os 12 mil e chegou a 44,6 mil.

A Feng afirmou que sua atuação vai além do fornecimento de software. Isso porque a empresa ainda citou pesquisas sobre os torcedores, reformulação dos planos e a implantação de uma plataforma de gestão de receita recorrente, além da comunicação do programa. Além disso, disse ter implementado a mecânica de pontos, experiências e resgates e o sistema de classificação que define a prioridade na compra de ingressos.

Para comparar os programas, a gestora defende o uso das receitas registradas nos balanços, já que cada instituição adota critérios próprios para contar seus sócios. Um levantamento da Feng com base nas demonstrações financeiras de 2025 aponta o São Paulo como o terceiro clube do país em receitas com sócios e o quarto quando a bilheteria entra na conta.

Trecho da nota

"A Feng atua desde 2021 na gestão do programa Sócio Torcedor do São Paulo Futebol Clube. Uma parceria pautada por transparência e por resultados expressivos. Sob nossa gestão, a receita anual do programa saltou de R$ 7 milhões para mais de R$ 50 milhões, conforme os balanços do clube. No mesmo período, o ticket médio passou de R$ 31 para R$ 93,13. A base de sócios cresceu de 12 mil para os atuais 44,6 mil.

Esses números são fruto de um trabalho técnico contínuo, que vai muito além do fornecimento de software. A Feng foi responsável pela pesquisa e inteligência de torcedor, pelo redesenho dos planos e pela nova plataforma de gestão de receita recorrente. Além disso, implementou a mecânica de pontos, experiências e resgates, o sistema de rating para prioridade na compra de ingressos e a comunicação permanente do programa. Tudo isso, sempre, impulsionado pela força da torcida são-paulina.

Como cada clube adota critérios próprios para contar seus sócios, a comparação mais justa entre programas é a receita registrada nos balanços. Pelo critério, um levantamento da Feng com base nas demonstrações financeiras de 2025 mostra o São Paulo como o 3º clube do país em receitas com sócios. Além do 4º quando somada a bilheteria. Em receita exclusiva de sócio-torcedor, o clube aparece em 5º, posição que também reflete diferenças na forma como cada clube contabiliza essas receitas".

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Jogada10
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