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Muricy aprova postura e vê gritos de "raça" com naturalidade

31 mai 2014 - 21h51
(atualizado às 22h30)
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Muricy Ramalho reclama à beira do gramado
Muricy Ramalho reclama à beira do gramado
Foto: Getty Images

Já nos primeiros minutos da vitória deste sábado, por 2 a 1, no Morumbi foi possível ver uma equipe do São Paulo bastante aplicada. O time de Muricy Ramalho marcou o Atlético-MG desde a saída de bola do adversário, dominou o jogo e não demorou a abrir o placar. Essa postura mais coletiva de seus jogadores agradou o treinador, que revelou ter conversado com os seus atletas sobre isso.

"Conversei muito com eles na preleção. O time está atacando muito bem, somos o melhor ataque da competição, estamos jogando realmente aberto, mas, em compensação, estamos tomando muitos gols. Eles entenderam isso no primeiro tempo e marcaram sobre pressão. O futebol é assim hoje, não é só a defesa que marca, todo mundo ataca e defende", avaliou o treinador.

O bom primeiro tempo do São Paulo, no entanto, não foi o suficiente para deixar o time de Muricy Ramalho em situação tranquila no jogo. Mesmo com o domínio dos primeiros 45 minutos, o clube paulista não conseguiu ampliar sua vantagem no marcador e acabou sendo castigado na segunda etapa, quando Josué empatou para o time mineiro no Morumbi.

O gol alvinegro serviu para a torcida mostrar sua insatisfação com relação ao desempenho são-paulino na volta do intervalo. Se a determinação da equipe arrancava aplausos no início da partida, os gritos que vinham da arquibancada após o empate pediam "raça". Aos 44min do segundo tempo, o gol de falta de Pabon amenizou as vaias e garantiu a vitória.

Ciente da queda de rendimento no segundo tempo, Muricy Ramalho tratou com naturalidade a postura da torcida no Morumbi. "(A torcida) pediu raça quando tomou o gol, pois enquanto estava um a zero todo mundo torceu como sempre torceu", avaliou o treinador, que também disse entender os gritos pedindo a volta do zagueiro Lugano a cada gol sofrido pelo São Paulo.

"É uma coisa natural a torcida gritar o nome dos ídolos, temos que aceitar isso e continuar trabalhando. No Brasil as pessoas esquecem rapidamente de seus ídolos, mas no São Paulo, felizmente, as pessoas reconhecessem o valor de quem passou por aqui", completou Muricy Ramalho, sem esconder a preocupação com o alto número de gols sofridos por sua defesa.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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