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Monopólio de maquininhas e taxa no faturamento: o que apura o 3º inquérito que investiga o São Paulo

Força-tarefa de Ministério Público e Polícia Civil abre terceira frente de investigação; ex-diretor social disse que práticas eram comuns para arrecadação do clube social

29 jan 2026 - 16h18
(atualizado às 16h51)
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A força-tarefa do Ministério Público (MP-SP) e da Polícia Civil de São Paulo abriu uma terceira frente de investigação sobre o São Paulo. Agora, um novo inquérito policial apura cobranças supostamente irregulares a concessionários do clube. O ex-diretor social, Antonio Donizete, o Dedé, disse que a prática se dava para a arrecadação do social e nega enriquecimento pessoal.

Ele é investigado por causa de um áudio no qual fala sobre cobranças em cima de empresas que atuam no clube. Na gravação, a qual o Estadão teve acesso, Dedé diz que a taxa para uma empresa entrar no clube varia de R$ 100 mil a R$ 150 mil. Depois, ele fala que é cobrado até 20% do faturamento bruto.

Além disso, os pagamentos por cartão iriam diretamente ao São Paulo. "As maquininhas são nossas", diz Dedé no áudio. A maioria das empresas concessionárias atuam na Praça de Alimentação Júlio Casares - que pode mudar de nome, a partir de um movimento de antigos opositores do ex-presidente. Outra concessão afetada seria na quadra de futevôlei.

São Paulo tem terceiro inquérito policial aberto sobre o clube.
São Paulo tem terceiro inquérito policial aberto sobre o clube.
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Segundo Dedé, as cobranças eram em nome do São Paulo e não da gestão ou dele pessoalmente. O ex-diretor afirma que, antes disso, as concessionárias pagavam valores considerados irrisórios.

"Tinha restaurante que faturava R$ 250 mil e pagava só R$ 2 mil de aluguel", justificou ao Estadão.

Dedé falou que iniciou a gestão social, em 2021, com déficit de R$ 19 milhões e deixou a função, neste mês, com superávit de R$ 12 milhões. "Isso foi político. Minha saída foi política", disse, justificando que não houve irregularidade.

O ex-diretor também divulgou uma nota sobre o tema. "O sistema de vendas que implantamos foi baseado em modelos já utilizados por shoppings e outros clubes. Utilizamos a plataforma da Zig, que hoje atende mais de 2 mil clientes no Brasil, incluindo arenas, restaurantes e clubes", escreveu.

"Hoje o clube participa com cerca de 10% a 12% das vendas dos operadores, percentual abaixo do praticado em muitos outros clubes, onde varia entre 20% e 30%. Optamos por um modelo mais equilibrado, que fortalece os parceiros e aumenta a receita do clube de forma sustentável", compeltou.

Além deste inquérito, uma primeira investigação foi aberta em outubro, sobre supostos desvios a partir de saques suspeitos feitos em contas do São Paulo e outras movimentações do ex-presidente Júlio Casares.

O segundo inquérito apura o uso irregular de espaços do clube, como o camarote 3A, no MorumBis. Essa investigação também partiu de um áudio, que flagrou a intermediária Rita de Cassia Adriana Prado em conversa com os ex-diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann.

Enquanto as investigações da força-tarefa avançam, o São Paulo contratou empresas especializadas em compliance para apurações independentes sobre as denúncias ligadas ao clube. O movimento veio após a posse definitiva de Harry Massis Júnior, que ficou descontente com como o clube se portou diante das investigações até ele assumir.

A questão do camarote foi um dos elementos que embasou o pedido de impeachment de Júlio Casares. A proposta passou no Conselho Deliberativo e iria para uma assembleia de sócios, mas o dirigente preferiu renunciar antes.

Depois que Massis assumiu, o CEO Márcio Carlomagno, tido como braço direito de Casares, teve sua saída determinada. Dedé também deixou a função. Ainda que a versão interna seja de que ele tenha sido demitido, o ex-diretor social divulgou um comunicado dizendo que a renúncia ao cargo foi escolha para autopreservação.

Estadão
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