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Juvenal exime diretoria por crise e rouba cena em chegada de Autuori

11 jul 2013 - 16h52
(atualizado às 18h13)
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A estrela da quinta-feira no São Paulo era para ser Paulo Autuori. O treinador foi apresentado como substituto de Ney Franco e já seguiu para comandar seu primeiro treinamento. Entretanto, a presença do presidente do clube, Juvenal Juvêncio, alterou o foco da primeira entrevista do técnico. O mandatário foi quem mais falou durante o encontro com a imprensa, que durou cerca de uma hora, e tirou risadas até mesmo de Autuori e de sua diretoria.

Em seus discursos, Juvenal mudou constantemente de tom de voz, contou histórias de seu tempo de administração e deixou seus dirigentes em saias-justas. O presidente ainda eximiu sua gestão de culpa pelo momento ruim do clube, que desde 2009 tem como único título a Copa Sul-Americana e, pela primeira vez, foi derrotado quatro vezes seguidas no Morumbi.

"Por que seria administrativo? Por quê? Tem gente que gostaria de dar essa conotação? O time está mal porque a diretoria está mal. Será? Qual é o mal que praticamos?", questionou o dirigente, para a seguir fazer elogios a seus subordinados. Adalberto Batista, diretor de futebol, e João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol (que ficou em silêncio durante toda a entrevista), compareceram à apresentação.

<p>Juvenal Juvêncio falou bastante durante a apresentação de Paulo Autuori</p>
Juvenal Juvêncio falou bastante durante a apresentação de Paulo Autuori
Foto: Sergio Barzaghi / Gazeta Press

Juvenal reafirmou a necessidade da demissão de Ney Franco e revelou a insatisfação de Rogério Ceni com o time. "O próprio Rogério dizia, 'poxa, gente, estou com vergonha. Estou com vergonha. Vamos lá, vamos lá'. Portanto, a necessidade da troca do técnico era imperiosa, até porque acredito que a competência desta equipe é maior do que ela está produzindo hoje", afirmou.

O presidente do São Paulo ainda afirmou que sua diretoria tem "coerência somente com a vitória" e admitiu que pode ter errado na contratações de técnicos. Desde a saída de Muricy Ramalho em 2009, o clube contou com seis técnicos, sendo que Ney Franco foi quem mais tempo durou (exatamente um ano).

"Temos coerência somente com a vitória. Somos um time de competição. As pessoas morrem nas ruas. Então temos compromisso com a vitória. Então trocar de técnico é necessário. Se não for maluco, então porque troca de técnico? Você pode me dizer que contratou mal. É possível", ponderou.

Juvenal "ignora" Muricy e explica opção por Autuori:

Juvenal também interagiu com outros elementos da entrevista. Ao ouvir que Autuori precisaria deixar rapidamente a sala de imprensa para comandar seu primeiro treino, o mandatário pediu que o treinador ficasse mais tempo para continuar com sua conversa com jornalistas. Ao ver o vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, adentrar o local, o presidente do clube fez brincadeiras sobre a possibilidade de que o vice tenha vetado a contratação de Muricy Ramalho.

"Vocês que falam que o Leco chegou e vetou o Muricy, não é verdade. Primeiro que ele não tem poder de veto, segundo que não falou palavra alguma sobre isso. Ele chegou todo alinhado lá e estou falando. Não vetou não. E, também, se vetasse não seria ouvido", disse o presidente são-paulino, arrancando risadas dos dirigentes.

Fonte: Terra
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