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Justiça investiga e quebra sigilo de Casares em caso de camarote no São Paulo

Força-Tarefa responsável pelas apurações averigua suposto esquema de exploração clandestina do espaço no Morumbis

2 jun 2026 - 15h31
(atualizado às 15h34)
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Polêmica sobre camarote do Morumbis avança –
Polêmica sobre camarote do Morumbis avança –
Foto: Divulgação / Jogada10

A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de todos os investigados no caso que apura um suposto esquema de exploração clandestina de um camarote no Morumbis, estádio do São Paulo. A informação é do portal "ge".

A medida atinge Julio Casares, ex-presidente do clube, Mara Casares, ex-diretora social, cultural e de eventos, Douglas Schwartzmann, ex-diretor das categorias de base, Marcio Carlomagno, ex-superintendente geral, e Rita de Cassia Adriana Prado, apontada como intermediária no caso. Assim, com a decisão, os investigadores terão acesso às movimentações bancárias e aos registros fiscais dos alvos referentes aos últimos anos.

A Força-Tarefa responsável pelas apurações solicitou a quebra dos sigilos. Nesse sentido, o grupo reúne os promotores José Reinaldo Carneiro e Tomás Ramadan, do Ministério Público, além do delegado Tiago Correia, da Polícia Civil. Diante disso, a Justiça criminal acolheu o pedido.

Com isso, a decisão representa um passo importante para o avanço das apurações, iniciadas no fim de 2025. Para fundamentar a medida, a Justiça considerou materiais recolhidos durante buscas na residência de Rita de Cassia Adriana Prado, depoimentos de testemunhas e informações sobre a distribuição de ingressos para shows fornecidos pelo São Paulo.

Polêmica sobre camarote do Morumbis avança –
Polêmica sobre camarote do Morumbis avança –
Foto: Divulgação / Jogada10

Esta é a primeira medida cautelar da esfera criminal que atinge Julio Casares nesse inquérito. Paralelamente, o ex-dirigente também responde a outra investigação que apura uma possível prática de lavagem de dinheiro envolvendo o clube.

Relembre detalhes do caso

Vale lembrar que Douglas Schwartzmann, então diretor adjunto de futebol de base do São Paulo, e Mara Casares, então diretora feminina, cultural e de eventos e ex-esposa de Julio Casares, integravam o grupo investigado por um suposto esquema de exploração clandestina de camarote no Morumbis.

Além disso, gravações revelaram uma conversa entre os dois dirigentes e Rita de Cássia Adriana Prado sobre o suposto esquema. Após a divulgação do áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann anunciaram a renúncia aos cargos que ocupavam no clube.

Já no início de 2026, o São Paulo promoveu mudanças em sua estrutura administrativa após o impeachment e a renúncia de Julio Casares. Como consequência, o clube desligou Marcio Carlomagno do cargo de superintendente geral.

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Jogada10
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