FGoal abre novo processo contra o São Paulo, após retirar ação milionária
Empresa apresenta nova ação, inclui carta de ex-dirigente e pede indenização, além da retomada do vínculo com o Tricolor
A disputa entre a FGoal e o São Paulo ganhou um novo capítulo. Após o rompimento unilateral do contrato de prestação de serviços no Morumbis, a empresa ingressou com outra ação judicial contra o clube, questionando a decisão tomada no início de fevereiro e oficializada em 6 de março.
Como parte da nova investida, a FGoal anexou ao processo uma carta assinada por Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, ex-diretor do clube social. No documento, ele afirma que autorizou movimentações financeiras nas maquininhas de pagamento utilizadas no espaço, com ciência do departamento financeiro do clube.
A rescisão contratual ocorreu depois que o São Paulo identificou supostos saques irregulares no sistema responsável por registrar as transações. Diante disso, o clube notificou a empresa e determinou a interrupção imediata dos serviços. O acordo entre as partes tinha validade até 2029.
Na carta apresentada à Justiça, Dedé sustenta que as operações questionadas foram previamente autorizadas. Ele relata, inclusive, que participou de uma reunião em julho de 2024, com aval da diretoria financeira, então liderada por Sérgio Pimenta, para implementar a plataforma de vendas ZigPay no clube social.
Segundo o ex-dirigente, houve autorização verbal para que a FGoal assumisse a operação, incluindo a contratação de três funcionários. O custo estimado, na casa de R$ 395 mil, poderia estar sendo abatido diretamente das movimentações financeiras da plataforma. Além disso, ele afirma que o departamento financeiro tinha acesso aos relatórios e acompanhava o fluxo de receitas.
Ainda de acordo com o documento, os valores movimentados serviam para pagar prestadores de serviço, o que poderia ser comprovado por registros internos. Dedé também aponta que auditorias foram realizadas no período para evitar irregularidades. A arrecadação teria saltado de R$ 45 mil para R$ 160 mil, além da redução da inadimplência entre cessionários.
Empresa desistiu do processo contra o São Paulo, mas voltou atrás
Inicialmente, a FGoal chegou a pedir R$ 5,19 milhões em uma ação anterior, mas desistiu do processo. Agora, com nova defesa, a empresa solicita cerca de R$ 200 mil em indenização. O caso tramita sob sigilo na 3ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, em São Paulo.
Além da compensação financeira, a empresa pede tutela de urgência para garantir o cumprimento do aviso prévio contratual de 120 dias. Também solicita a reativação do contrato pelo período mínimo previsto ou, em caso de descumprimento, a aplicação de multa diária de R$ 50 mil.
A defesa da FGoal sustenta que a rescisão teve motivação política. O novo processo acontece em meio à retirada da empresa do estádio. Na última segunda-feira, o São Paulo realizou uma operação para remover equipamentos e produtos da fornecedora. No entanto, decisão judicial posterior determinou a manutenção das estruturas no local.
Paralelamente, o clube já se movimenta para substituir a prestadora de serviços. Afinal, um acordo está encaminhado com a empresa GSH, que deve assumir a operação de alimentos e bebidas no Morumbis. A estreia está prevista para o próximo compromisso em casa, diante do Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.
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