Ceni para "novo ataque" do Santos e aumenta jejum de Robinho
O cenário parecia ideal para Robinho, enfim, marcar o primeiro gol no quarto clássico desde a volta ao Santos, em setembro do último ano: o São Paulo, rival que mais venceu (nove vezes), a volta à Vila Belmiro e, principalmente, a reedição do ataque com o centroavante Ricardo Oliveira, parceiro em 2003. O camisa 7, no entanto, só não contava com a atuação perfeita de outro velho conhecido, o goleiro Rogério Ceni.
Ceni fez nada menos do que 12 defesas, segundo dados do Footstats, grande parte delas de grande exigência, cinco só da dupla, deixando o campo sobre gritos eufóricos de sua torcida: "todos têm goleiro. Só nós temos Rogério. Goleiro matador".
A primeira tentativa de Robinho aconteceu só aos 25min do primeiro tempo, em um chute alto, sem oferecer perigo. O atacante, pela primeira vez na temporada, atuou na posição que mais gosta, aberto pelo lado esquerdo do ataque, saindo da condição de "falso 9", para que Oliveira jogasse mais centralizado.
Ainda no primeiro tempo, a dupla desperdiçou boa parte das chances. Duas com Robinho, uma aproveitando rebote de falta cobrada por Chiquinho, aos 32min, e outra em passe de Geuvânio cara a cara com Ceni, aos 43min. Oliveira tentou em finalização rasteira de falta, já nos acréscimos, exigindo grande defesa do antigo companheiro de São Paulo.
O Santos seguia o ritmo de seus dois principais jogadores, além das boas aparições de Geuvânio e do lateral direito Victor Ferraz.
O segundo tempo iniciou já com uma cabeçada perigosa de Ricardo Oliveira, aos 2min, aproveitando cobrança fechada de escanteio do meia Lucas Lima. A dupla seguiu criando as principais jogadas.
A deixa, após as tentativas frustradas, foi o chute fraco do camisa 9 santista próximo do goleiro, aproveitando grande lançamento do meia, aos 21min. Seis minutos depois, Lucas Lima deixou o campo para a entrada de Marquinhos Gabriel.
O "gran finale" da atuação memorável de Ceni na Vila foi a sequência de defesas, aos 33min, evitando os gols de Marquinhos Gabriel e Renato e lembrando o uruguaio Rodolfo Rodrigues, que recebeu uma placa no estádio pela série de defesas em uma partida diante do América-SP, pelo Campeonato Paulista de 1984.
O empate mantém as equipes invictas, mas levanta dúvidas, principalmente, sobre a sequência do Santos, dependente de seus veteranos e ainda não convenceu na competição.
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