Três árbitras obtêm medida protetiva contra ex-chefe de arbitragem
Paulo Silvio dos Santos foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará por assédio e importunação sexual
A Justiça concedeu medidas protetivas a mais três árbitras contra Paulo Silvio Santos, presidente afastado da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol, garantindo a proteção de todas as denunciantes. Indiciado pela Polícia Civil e denunciado pelo Ministério Público por assédio e importunação sexual contra quatro árbitras, o dirigente está proibido de se aproximar a menos de 500 metros das vítimas e de divulgar conteúdos que as exponham. A sindicância da FCF será concluída em breve.
A Justiça concedeu medidas protetivas para mais três árbitras que denunciaram Paulo Silvio Santos, presidente afastado da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebo. O dirigente é investigado por assédio sexual e importunação sexual. Com isso, todas as árbitras que o denunciaram estão protegidas pela decisão.
Paulo Silvio não pode se aproximar das denunciantes e nem dos familiares delas até o perímetro de 500 metros.. Além disso, existe a "proibição de divulgação, em quaisquer meios, de imagens, vídeos íntimos ou postagens que exponham ou causem constrangimento às vitimas".
O ex-presidente Paulo Silvio deve se manifestar até a próxima semana, quando a Federação Cearense de Futebol (FCF) deve concluir a sindicância e divulga a decisão.
O Ministério Público do Ceará denunciou, no dia 11 de agosto, o profissional que comandou a arbitragem cearense. Isso ocorreu menos de um mês depois que quatro árbitras buscaram a 1ª Delegacia da Mulher de Fortaleza para fazer acusações contra o dirigente.
Entenda o caso
Em julho deste ano, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) concluiu inquérito que apurou as denúncias de importunação e assédio sexual supostamente praticados contra as árbitras da Federação Cearense de Futebol.
Na apuração do caso, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) indiciou Paulo Silvio dos Santos pelos crimes de importunação sexual e assédio sexual. Em seguida, o órgão encaminhou a decisão ao Poder Judiciário cearense para a tomada das providências cabíveis.
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