Santos é condenado a pagar mais de R$ 11 milhões a lateral por calotes salariais
O Santos foi condenado pela CNRD, órgão ligado à CBF, a pagar R$ 11,3 milhões ao lateral-direito Mayke por dívidas trabalhistas e contratuais. A cobrança inclui salários atrasados, direitos de imagem, luvas e verbas rescisórias, além da regularização do FGTS.
A Câmara Nacional de Resolução de Disputas condenou o Santos a pagar R$ 11,3 milhões ao lateral-direito Mayke por atrasos em salários, direitos de imagem, luvas, FGTS e verbas rescisórias. O atleta, que atuou em apenas 20 partidas antes de rescindir o contrato via Justiça após tentativas frustradas de acordo, amplia a crise financeira da equipe. O clube paulista pretende recorrer da decisão, que se soma a outros litígios trabalhistas recentes envolvendo ex-jogadores do elenco santista.
O Santos foi condenado a pagar R$ 11,3 milhões ao lateral-direito Mayke por dívidas relacionadas ao período em que o jogador defendeu o clube. A decisão foi tomada pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), e envolve salários atrasados, direitos de imagem, luvas contratuais e verbas rescisórias. A diretoria santista pretende recorrer da decisão, segundo informações divulgadas pela ESPN e pelo Diário do Peixe.
O valor exato da condenação é de R$ 11.349.749,18. Além da quantia determinada, o clube também deverá regularizar os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referentes ao atleta, com a aplicação da multa prevista de 40%. A decisão representa mais um compromisso financeiro para o Santos, que enfrenta dificuldades para equilibrar as contas e administrar pendências com jogadores e outros credores.
Entenda a dívida envolvendo Mayke
A cobrança está relacionada a diferentes obrigações contratuais que, segundo as informações divulgadas sobre o caso, não foram cumpridas pelo Santos durante a passagem do lateral pela equipe. Entre os valores pendentes estão dois meses de salários registrados em carteira, cinco meses de direitos de imagem, sete meses de luvas previstas no contrato e três meses de depósitos do FGTS.
O processo também considera as verbas rescisórias e a cláusula compensatória desportiva, que pode ser devida em situações específicas de encerramento contratual. A condenação inclui ainda os encargos relacionados às obrigações financeiras reconhecidas no procedimento.
Mayke tentou negociar uma saída amigável antes de recorrer à Justiça. De acordo com informações publicadas pela imprensa esportiva, o jogador aceitou abrir mão de parte dos valores para tentar chegar a um entendimento com o clube. As conversas, porém, não resultaram em acordo, e o caso avançou para a esfera judicial e para os órgãos responsáveis pela disputa.
Diante do impasse, o lateral buscou o encerramento do vínculo por meio da Justiça do Trabalho. Em agosto de 2026, a rescisão contratual foi oficializada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, formalizando a saída do atleta do Santos.
Passagem curta e poucos jogos pelo Peixe
Contratado em julho de 2025, após deixar o Palmeiras, Mayke chegou à Vila Belmiro com a expectativa de fortalecer o setor direito da defesa. Apesar da experiência acumulada no futebol brasileiro, o jogador enfrentou dificuldades para ter continuidade em campo, incluindo problemas físicos e concorrência pela posição.
Ao longo de sua passagem pelo Santos, o lateral disputou 20 partidas. Na temporada de 2026, participou de apenas oito jogos. Com a perda de espaço no elenco, o atleta deixou de fazer parte dos planos da comissão técnica e passou a negociar o encerramento do contrato.
A situação contratual acabou transformando uma passagem relativamente breve pelo clube em mais uma disputa envolvendo obrigações financeiras. O caso também chama a atenção para os custos que podem permanecer após a saída de um jogador, especialmente quando existem pendências salariais e divergências sobre as condições de rescisão.
Condenação amplia pressão sobre as finanças do Santos
A cobrança de Mayke se soma a outros compromissos financeiros enfrentados pelo Santos. O clube tem lidado com dificuldades para regularizar pagamentos e resolver pendências contratuais, cenário que pode afetar o planejamento esportivo e a capacidade de investimento nas próximas temporadas.
O caso também ocorre em meio a outras disputas envolvendo profissionais que passaram pelo elenco santista. O atacante Tiquinho Soares, por exemplo, também conseguiu encerrar seu vínculo com o clube após recorrer à Justiça por questões relacionadas a pagamentos atrasados.
A condenação de R$ 11,3 milhões não significa, necessariamente, que o valor será quitado imediatamente, já que o Santos pretende recorrer. Os próximos desdobramentos dependerão dos procedimentos adotados pelo clube e da tramitação do caso nos órgãos competentes.
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