Santos derruba três transfer bans, mas segue com quatro punições
Clube paga três dívidas por conta de mecanismo de solidariedade envolvendo João Basso, Álvaro Barreal e Benjamín Rollheiser
O Santos quitou cerca de R$ 946 mil em dívidas de solidariedade e derrubou três transfer bans da Fifa. Apesar disso, o clube segue impedido de registrar atletas devido a quatro punições ativas ligadas ao técnico Pedro Caixinha e seus auxiliares, que superam R$ 15 milhões. Além disso, o Peixe corre risco de novas sanções pela contratação de Yusupha Njie, no valor de R$ 2,2 milhões, e ainda responde a cobranças milionárias na CNRD movidas por Cruzeiro e Cuiabá pelas compras de Zé Ivaldo e Joaquim.
O Santos pagou as dívidas que resultaram em três transfer bans impostos pela Fifa nesta terça-feira (13). O Peixe devia aproximadamente R$ 946 mil por débitos referentes ao mecanismo de solidariedade.
As dívidas contraídas pelo clube envolviam as negociações do zagueiro João Basso, do meia Benjamín Rollheiser e do atacante Álvaro Barreal. Em dois casos, a pendência era de 120 mil euros (R$ 671 mil), enquanto no outro o Peixe precisava pagar 55 mil euros (R$ 275 mil).
Entretanto, o Santos ainda tem outras dívidas que resultaram em transfer bans. No total, são quatro transfer bans, todos eles envolvendo o técnico Pedro Caixinha e seus três auxiliares: José Pratas, Pedro Malta e José Belman.
Os valores superam R$ 15 milhões. Somente com o ex-treinador, o montante ultrapassa R$ 10,7 milhões, além de juros, que aumentam o valor.
Santos tem outras dívidas
Aliás, o Santos pode sofrer uma nova punição pela contratação do atacante Yusupha Njie. A Corte Arbitral do Esporte (CAS) já referendou a decisão da Fifa, com o Peixe devendo cerca de R$ 2,2 milhões junto ao Al-Markhiya, do Catar.
O atacante de Gâmbia chegou ao Santos no segundo semestre de 2024 e ficou apenas quatro meses, sem ter atuado nem uma vez sequer. O Al-Markhiya cobrava 350 mil euros (cerca de R$ 1,9 milhão) pelo empréstimo de Njie, que havia sido cedido até junho de 2025, mas o contrato foi rescindido em dezembro de 2024, o que gerou mais 50 mil euros de débito pela quebra do vínculo. O clube brasileiro admitiu a dívida e alegou dificuldades financeiras para honrar o acordo.
O Alvinegro Praiano também responde a duas cobranças na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), ligada à CBF. O Cruzeiro exige cerca de R$ 1 milhão pela compra definitiva do zagueiro Zé Ivaldo. Já o Cuiabá cobra cerca de R$ 19 milhões pela negociação do defensor Joaquim e pelo repasse de valores ligados à venda do jogador.
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