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Presidente do Santos muda relação com empresários e gera atrito com jogadores

28 dez 2018
06h04
atualizado às 06h04
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O presidente do Santos, José Carlos Peres, mudou a relação com empresários. A ideia é privilegiar a conversa direta com o jogador e familiares, sem ficar refém de qualquer agente durante as negociações.

Na gestão de Modesto Roma, por exemplo, um único profissional, Luiz Taveira, comandava a maior parte das tratativas. E no governo Peres, há a repetição da mesma frase: "Não temos empresário de estimação".

"O que estamos fazendo é conter. É impressionante, empresário discute renovação de contrato e determina quanto vai ganhar, tabela de aumento, sem meritocracia, como se fosse jogar todos os anos obrigatoriamente. A gente muda a relação nesse sentido: empresário pode participar, mas quem comanda é o clube. Clube é proprietário dos direitos econômicos e federativos. Quem faz a regra é o clube. Não fecho portas, quem tem bom negócio pode vir ao clube, mas é um intermediário. É o jogador quem joga. Outro dia um empresário me disse que estava perdendo dinheiro, perguntei qual posição joga", disse o presidente, à Transamérica. 

E essa contenção, nas palavras de Peres, tem gerado atritos com empresários e, consequentemente, com os jogadores representados, como nos casos de Victor Ferraz, Bruno Henrique, Dodô e Diego Pituca.

Além da reclamação sobre a falta de progressão do presidente durante as negociações, com mensagens e ligações ignoradas, há o incômodo com autorizações para conversar com outros clubes. Os empresários afirmam que Peres liberou as tratativas por Victor Ferraz no São Paulo e Bruno Henrique no Flamengo. Na sequência, porém, teria desistido e não atendido os dirigentes das equipes.

Com Pituca e Dodô, o problema está na renovação. Os representantes estão incomodados com declarações de Peres sobre o andamento das negociações e as conversas estão paralisadas neste momento. O meio-campista interessa ao Cruzeiro e Corinthians. O lateral-esquerdo também está na mira da Raposa, além do Flamengo.

O presidente reclamou publicamente sobre a pedida salarial de Diego Pituca, afirmou ter 99% de chance de fechar com Dodô antes de conversar com o lateral, falou em leilão por Bruno Henrique e apontou a possível saída de Victor Ferraz ao São Paulo pelo desejo de ganhar mais. Todas essas afirmações pegaram mal e ajudam no caminho mais distante do que próximo da Vila Belmiro atualmente.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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