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Parto do filho de Neymar vai parar na Justiça e provoca polêmica

21 set 2012 - 20h16
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O nascimento de Davi Lucca, filho do atacante santista Neymar, se tornou um caso judicial. Por meio de uma nota oficial, o pai do camisa 11 da Vila Belmiro e da Seleção Brasileira acusou o médico que realizou o parto do bebê de cobrar propositalmente um valor acima da média, e o imbróglio deverá parar os tribunais.

De acordo com o pai de Neymar, o atacante santista foi informado que a mãe de Davi Lucca estava grávida após quatro meses de gestação. Todos os gastos pré-natal haviam sido cobertos pelo plano de saúde da família da garota, à época com 17 anos. No entanto, o médico responsável pelos cuidados da gravidez teria

"Até então, como já disse anteriormente, todas as despesas com o pré-natal, assim como o parto, corriam por conta do plano de saúde, exceção feita a maternidade, única parte com quem fechamos um acordo específico para a realização do parto", informou Neymar. Davi Luca nasceu em 24 de agosto do ano passado na Maternidade São Luiz.

"Semanas após o nascimento de meu neto, a avó materna me procurou assustada informando que o médico havia solicitado a quantia de R$ 45 mil como 'preço' da realização do parto", acusou o pai de Neymar Jr, que reclamou, inclusive, da justificação do especialista de saúde.

"A justificativa para a cobrança extemporânea ofendeu-me ainda mais. Disse o médico à avó materna do Davi Lucca que não realizou o parto de um 'filho de pasteleiro'", reclamou Neymar. "Poucos sabem, mas Dona Míriam, a bisavó paterna, e eu já fomos 'pasteleiros'. Não vejo razão para o tratamento diferenciado", argumentou.

Por conta do preço acima da média (os preços de parto não são tabelados, mas a média sai em torno de R$ 6 mil), a família de Neymar se recusou a pagar o valor. "Já ingressamos com uma representação junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM)", concluiu.

Confira a nota na íntegra:

É importante ressaltar que meu filho, Neymar Jr., tomou conhecimento da gravidez da mãe do Davi Lucca no quarto mês de gestação. Neste momento, ao tomarmos par da situação, colocamos a disposição dela todo o apoio necessário para o sucesso da gestação. Resolvemos respeitar a decisão da família da mãe em manter a relação médico-paciente que já havia sido estabelecida com o profissional em questão, uma vez que ele é médico credenciado pelo plano de saúde dela.

Todo o pré-natal, consultas e exames, foram cobertos pelo Plano de Saúde da família da mãe do Davi Lucca, desde a primeira consulta até o parto. A única exceção foi o local onde ocorreu o nascimento do meu neto. As famílias decidiram realizar o parto na Maternidade São Luiz, em São Paulo.

A instituição inclusive disponibilizou profissionais de seu corpo médico para o trabalho. Mais uma vez, em respeito à relação médico-paciente que já havia sido estabelecida, optamos por manter o mesmo médico que a acompanhava desde a primeira consulta.

Graças a Deus o parto ocorreu sem nenhum contratempo, fomos extremamente bem atendidos pela equipe da Maternidade São Luiz que, mesmo sem necessidade, disponibilizou profissionais para acompanhar todo o procedimento. Foi neste dia que tive meu primeiro contato com o médico.

Até então, como já disse anteriormente, todas as despesas com o pré-natal, assim como o parto, corriam por conta do plano de saúde, exceção feita a maternidade, única parte com quem fechamos um acordo específico para a realização do parto.

Semanas após o nascimento de meu neto, a avó materna me procurou assustada informando que o médico havia solicitado a quantia de quarenta e cinco mil reais como 'preço' da realização do parto. Espantei-me com o valor, uma vez que, repito, até então nada havia sido solicitado e desconhecíamos - minha família e a família da mãe - qualquer despesa adicional.

A justificativa para a cobrança extemporânea ofendeu-me ainda mais. Disse o médico à avó materna do Davi Lucca que não realizou o parto de um 'filho de pasteleiro' e que se não fosse pago o valor requerido procuraria a justiça !! Por não compreender a razão pela qual o parto do meu neto seja tão mais caro do que o de um cliente do mesmo plano de saúde da mãe ou de um 'filho de pasteleiro', resolvi deixar que ele cobrasse o valor na justiça.

Além de todas as questões já aqui colocadas, o exemplo dado pelo médico foi de uma infelicidade extrema. Poucos sabem, mas Dna. Míriam, a bisavó paterna e eu já fomos 'pasteleiros'. Não vejo razão para o tratamento diferenciado.

Um ano após o nascimento de meu neto, o médico procura a imprensa para divulgar a história pela metade. Nada havia sido sequer conversado sobre qualquer cobrança até o parto, com a família da mãe, muito menos com minha família. Não posso concordar em pagar por algo que não foi contratado, simplesmente em razão do status profissional do meu filho, ou porque o médico descobriu que fazia o parto de um jogador de futebol.Não concordamos e não podemos admitir !!

Já ingressamos com uma representação junto ao Conselho Regional de Medicina questionando a cobrança 'por fora' de um procedimento médico (parto) para um cliente de plano de saúde bem como os limites desta cobrança.

Não nos manifestaremos mais sobre este assunto. Aguardamos decisão da justiça.

Neymar (Avô paterno) e Dna. Mírian (avó materna)

Davi Lucca nasceu em agosto do ano passado
Davi Lucca nasceu em agosto do ano passado
Foto: Fernando Borges / Terra
Fonte: Terra
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