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Em ascensão, técnico Guto Ferreira comanda reação da Portuguesa

Demitido da Ponte Preta após Campeonato Paulista, técnico diz não guardar mágoas da ex-equipe; agora no Canindé, meta é transformar time rubro-verde em visitante indesejado para evitar volta à Série B

24 set 2013 - 07h51
(atualizado às 07h51)
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<p>Com série positiva da Portuguesa no Canindé, técnico tem missão de repetir desempenho fora de casa</p>
Com série positiva da Portuguesa no Canindé, técnico tem missão de repetir desempenho fora de casa
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Ameaçada pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta fez uma campanha de destaque na primeira fase do Campeonato Paulista, caindo nas quartas de final. Por outro lado, a Portuguesa conquistou o título da Série A2 do Paulista e começa esboçar uma reação para fugir da degola no Brasileiro. Em comum, a Ponte do Campeonato Paulista e a Portuguesa do Campeonato Brasileiro têm um nome: Guto Ferreira, o técnico que deixou Campinas com a tarefa de evitar a volta à Série B no Estádio do Canindé.

A missão de Guto em São Paulo não tem sido fácil. Foram 15 rodadas na zona de rebaixamento, até que a Portuguesa vencesse o Náutico no Canindé por 3 a 0 na 22ª rodada e respirasse acima das quatro últimas posições. Na partida seguinte, o time foi a Novo Hamburgo (RS) e venceu o Internacional por 1 a 0, conquistando a primeira vitória fora de casa no Campeonato Brasileiro e ganhando mais alguma margem para evitar sufoco na Série A.

O começo não foi simples, mas a Portuguesa reagiu. Nos últimos seis jogos que fez no Canindé, foram cinco vitórias. Faltava vencer como visitante, mas a equipe encerrou este tabu ao derrotar o Inter no fim de semana. Agora, para Guto, a ideia é dar o segundo passo como visitante, repetindo a estratégia do Canindé: manter o ritmo forte do primeiro tempo também após o intervalo, quando a equipe rubro-verde tem sucumbido – foi assim, diante de times como Coritiba e Grêmio, em jogos nos quais a equipe perdeu pontos no fim.

<p>Contratado pela Portuguesa até o final do Campeonato Paulista de 2014, Guto Ferreira tenta se firmar no primeiro escalão do mercado de técnicos após bons resultados que vem colhendo em 2013</p>
Contratado pela Portuguesa até o final do Campeonato Paulista de 2014, Guto Ferreira tenta se firmar no primeiro escalão do mercado de técnicos após bons resultados que vem colhendo em 2013
Foto: Bruno Santos / Terra

“Se a gente conseguir produzir isso, e continuar jogando o que nós temos jogando dentro de casa, nós vamos ter um campeonato em alta, em uma crescente a partir de agora”, contou Guto ao Terra, tentando consolidar sua evolução em 2012 para se firmar no mercado de grandes técnicos do Brasil. “Acho que é um ano também crescente, de projeção, de quem busca mostrar um serviço”, completou.

Com duas boas campanhas em 2013, na Ponte Preta e na Portuguesa, e contrato com a equipe do Canindé até o final do Campeonato Paulista, Guto Ferreira faz mistérios sobre seu destino em 2014. “O futuro a Deus pertence”, disse o treinador, que acumula passagens por Internacional, Criciúma, ABC, Mogi Mirim, Noroeste e Inter de Limeira, entre outros clubes.

Confira a entrevista exclusiva de Guto Ferreira ao Terra:

Terra – Por que a Portuguesa joga tão diferente em casa e fora de casa no campeonato?

Guto Ferreira - Você me desculpa, mas eu não concordo. Acho que a Portuguesa não consegue manter a qualidade nos dois tempos quando ela joga fora de casa. Mas ela consegue jogar parecido no primeiro tempo, pelo menos - (ou) em um tempo, pelo menos. É isso que eu vinha falando: acho que, fora de casa, a gente tem que conseguir produzir também no segundo tempo o que a gente produz no primeiro. Se a gente conseguir produzir isso, e continuar jogando o que nós temos jogando dentro de casa, nós vamos ter um campeonato em alta, em uma crescente a partir de agora.

Terra – Mas você acha que essa eficácia fora de casa é diferente da eficácia em casa?

Guto Ferreira - Os resultados mostram. Eficácia é resultado. Os resultados estão mostrando isso. Nós não estamos ganhando. Estamos sempre saindo na frente e tomando virada. Temos que manter o que nós temos feitos nos primeiros tempos.

Terra – Falando a respeito do seu ano, você fez uma campanha muito positiva na Ponte Preta, no Campeonato Paulista, e faz uma boa campanha com a Portuguesa, no Campeonato Brasileiro. Como você avalia esse seu ano?

Guto Ferreira - Acho que é um ano também crescente, de projeção, de quem busca mostrar um serviço. De conseguir encontrar um lugar para poder produzir, as peças certas, as pessoas que acreditam no seu trabalho, para poder ter uma afirmação em termos de mercado e ter uma crescente em termos de mercado.

<p>Quarto colocado da primeira fase do Campeonato Paulista com a Ponte Preta, técnico não resistiu à pressão posterior após a eliminação diante do Corinthians nas quartas de final da competição</p>
Quarto colocado da primeira fase do Campeonato Paulista com a Ponte Preta, técnico não resistiu à pressão posterior após a eliminação diante do Corinthians nas quartas de final da competição
Foto: Guilherme Dorigatti/PontePress / Divulgação
Terra – Ficou alguma mágoa da saída da Ponte Preta antes da chegada à Portuguesa?

Guto Ferreira - De maneira alguma. Isso eu sempre coloquei. E digo mais: tenho muitos amigos ali dentro.

Terra – Você falou de trabalhar uma crescente no seu trabalho neste ano. Você acha que vem conseguindo expor melhor seu trabalho?

Guto Ferreira - À medida em que você consegue objetivos que você vai traçando, as pessoas vão respeitando mais. Esse respeito começa pela mídia. Aliás, nem pela mídia: começa pelos clubes em que você trabalha, depois repercute pela mídia, e a mídia repercute em outros clubes. Acho que é isso.

Terra - Depois do final do seu contrato, sua preferência é renovar? Você pensa no futuro?

Guto Ferreira - Hoje nós estamos vivendo um momento de tirar a Portuguesa do rebaixamento. O futuro a Deus pertence.

Fonte: Terra
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