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Ponte Preta limita número de pão por dia aos funcionários

Time campineiro vive situação desastrosa na temporada e está em vias de ser rebaixado para a Série C do Campeonato Brasileiro

25 set 2026 - 00h19
(atualizado às 00h19)
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Resumo
Em grave crise financeira, a Ponte Preta limitou o consumo a apenas um pão por funcionário, após ser processada em mais de R$ 53 mil por uma padaria. Com déficit operacional mensal de R$ 2,8 milhões e arrecadando menos de um terço de seus custos, o clube vive cenário de quase insolvência segundo sua diretoria jurídica. O colapso administrativo reflete em campo: lanterna isolada da Série B e rebaixada no Estadual, a Macaca está impedida de registrar atletas e com elenco paralisado.
Ponte Preta querbrou jejum na Série B –
Ponte Preta querbrou jejum na Série B –
Foto: Divulgação / AA Ponte Preta / Jogada10

O drama financeiro também reflete nos demais funcionários da Ponte Preta e ganhou um exemplo inusitado. Na última quarta-feira (23/9), a direção do clube comunicou que cada funcionário tem direito apenas um pão para consumir. A placa foi na cozinha do Moisés Lucarelli, estádio da Macaca. A informação inicial foi do jornalista Murilo Godoy.

"A partir de hoje (quarta-feira, 23/9), será permitido o consumo de apenas um (01) pão por funcionário. Contamos com a colaboração de todos", estava escrito no aviso.

Ponte Preta querbrou jejum na Série B –
Ponte Preta querbrou jejum na Série B –
Foto: Divulgação / AA Ponte Preta / Jogada10

Aliás, recentemente, a Ponte Preta sofreu processo em R$ 53.280,14 por falta de pagamento, por uma padaria. Em entrevista ao "ge", o diretor jurídico José Henrique Specie definiu o cenário do clube como de "quase insolvência" (falência) em meio à profunda crise financeira e administrativa que assola o Estádio Moisés Lucarelli.

O problema não está apenas no tamanho da dívida acumulada, mas na capacidade de gerar dinheiro para pagá-la. Uma auditoria estimou que o custo operacional do clube esteja próximo de R$ 4 milhões por mês, enquanto a arrecadação gira em torno de R$ 1,2 milhão. A diferença representa um déficit operacional de aproximadamente R$ 2,8 milhões mensais, ou R$ 33,6 milhões ao ano.

Em menos de um ano, a Macaca passou de campeã da Série C a rebaixada no Campeonato Paulista, lanterna da Série B, impedida de registrar jogadores e com o elenco profissional paralisado.

Por fim, a Ponte Preta é a última colocada na Série B do Brasileiro. O time campineiro soma 13 pontos, 19 a menos que o primeiro time fora do Z4, o Botafogo-SP.

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Jogada10
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