STJD volta a revoltar diretoria palmeirense
A decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em denunciar o goleiro Marcos e o zagueiro Danilo no artigo 254 (praticar jogada violenta), que prevê suspensão de dois a seis jogos, trouxe indignação ao Palmeiras. O vice de futebol Gilberto Cipullo reclama de diferença de tratamento da parte do tribunal aos clubes do Brasileiro.
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"Rogério Ceni foi expulso (contra o Santos) por uma falta em que quase acertou o rosto do adversário e denunciado no artigo 250, que prevê suspensão de um a três jogos. Com o Marcos, que tentou tirar a bola e fez um pênalti, aparece uma denúncia por jogada violenta, que é de dois a seis jogos. Pergunto ao tribunal, onde está a coerência?", cobrou.
"O Palmeiras quer ter o mesmo tratamento dos demais times que disputam o Campeonato Brasileiro. O que acontece no tribunal é incompreensível", emendou o dirigente.
Ainda por cima, o Palmeiras foi informado da denúncia do zagueiro Danilo por uma falta no corintiano Jorge Henrique, ainda no primeiro tempo do clássico disputado em Presidente Prudente. Durante o jogo, o defensor nem sequer recebeu o cartão vermelho.
"Temos uma relação de 18 a 20 lances de mais intensidade e que não renderam denúncias. Não entendo o motivo de jogadores do Palmeiras serem denunciados", disparou Cipullo.
O Palmeiras já havia reclamado da postura do STJD no julgamento do atacante Vagner Love. Segundo o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, o auditor Rodrigo Fux falou ao atleta que o puniu por duas partidas por usar "tranças verdes e não rubro-negras".