Relator da CPI do INSS pede que Leila Pereira, presidente do Palmeiras, seja investigada pela PF
Alfredo Gaspar cita 'controvérsia' com a Crefisa sobre leilão da folha de pagamento de benefícios do INSS e pede PF investigue empresária por 5 crimes
O relator da CPI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), quer que a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, seja investigada pela Polícia Federal por "controvérsia sobre o leilão da folha de pagamento de benefícios do INSS". Procurada, a dirigente não respondeu aos contatos da reportagem.
No relatório final, apresentado nesta sexta-feira, o relator cita que a "incipiência da investigação" e a não continuidade da CPMI após a decisão do STF que barrou a prorrogação das investigações da comissão para justificar que a empresária seja investigada pela PF.
Gaspar acusa a presidente da Crefisa de ter cometido cinco crimes:
- Falsidade ideológica
- Participação na inserção de dados falsos em sistema de informática
- Estelionato eletrônico e previdenciário
- Gestão fraudulenta e temerária
- Crime contra a economia popular
Em abril de 2025, a Crefisa venceu 25 dos 26 lotes do leilão para a administração da folha de pagamento de benefícios do INSS, referente ao período de 2025 a 2029. O contrato superou os R$ 12 bilhões e foi maior do que aqueles firmados com grandes bancos de varejo.
O acúmulo de denúncias contra a instituição financeira, com relatos até de coação para a abertura de contas e cobranças indevidas, justificou o rompimento do contrato pelo órgão em agosto do ano passado.
"De se observar que a base de contratos operados pela Crefisa junto ao INSS apresentou uma expansão relevante nos últimos anos, saltando de 2.921 contratos em 2020 para 2.155.946 em 2023, de modo que o potencial lesivo de práticas irregulares se torna sobremaneira expressivo ano após ano", escreveu Gaspar no relatório final da CPI, concluído com mais de 4 mil páginas.
Leila foi convocada na condição de testemunha a depor na comissão, mas conseguiu escapar do depoimento por decisão do ministro do STF Gilmar Mendes, que concedeu Habeas Corpus à dirigente.