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Palmeiras foi carrasco do Boca em maior goleada que sofreram

Em 1994, Palmeiras venceu adversário destas semifinais por 6 a 1, maior derrota do clube argentino em competições internacionais

31 out 2018
08h03
atualizado às 10h30
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O Palmeiras tenta nesta quarta-feira (31) uma virada contra o Boca Juniors que o levaria à final da Copa Libertadores. E para reverter a vantagem argentina de 2 a 0, conquistada na Bombonera, nada melhor do que se inspirar em uma partida memorável.

Cesar Sampaio (direita), abraça o companheiro Evair após um dos gols do Palmeiras na vitória sobre o Boca Juniors em partida válida pela Taça Libertadores da América de 1994, no estádio Palestra Itália, na capital paulista
Cesar Sampaio (direita), abraça o companheiro Evair após um dos gols do Palmeiras na vitória sobre o Boca Juniors em partida válida pela Taça Libertadores da América de 1994, no estádio Palestra Itália, na capital paulista
Foto: DJALMA VASSAO / Estadão

Em 9 de março de 1994, o Palmeiras venceu o Boca Juniors por 6 a 1 no Palestra Itália, impondo a maior derrota do clube argentino em competições internacionais.

Sem Diego Maradona, o Boca de César Menotti foi amassado por um time alviverde inspirado e liderado por Mazinho, que mesmo sem ter anotado nenhum dos seis gols da equipe, garantiu com sua atuação uma vaga na Seleção Brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1994, sob o comando de Carlos Alberto Parreira.

A goleada começou com o cenário ideal imaginado pelos palmeirenses nesta quarta-feira: com gol no início. Com 15 minutos, Antônio Carlos finalizou e Cléber marcou no rebote. O segundo gol foi contra, de Noriega, depois de jogada sensacional de Roberto Carlos, aos 32 minutos.

Mas foi na segunda etapa que o futebol dos mandantes realmente deslanchou. Roberto Carlos recebeu passe de calcanhar de Evair e mandou uma bomba de canhota logo aos seis. Três minutos depois, Edilson deixou o seu em bobeada da zaga portenha.

Aos 18, Mazinho pegou a bola no meio-campo, foi passando por três até ter a camisa puxada e ser derrubado na área. Evair bateu o pênalti com a categoria habitual. 5 a 0. Aos 28, Luxemburgo sacou Mazinho só para o Palestra inteiro aplaudi-lo.

Mais quatro minutos, lance de raça de Zinho, bobeada do zagueiro Giuntini, Jean Carlo fez 6 a 0. Aos 35, Antonio Carlos fez pênalti no atacante Martínez. Ele bateu e fez.

Mesmo elástica e mais expressiva, o passeio sobre o Boca Juniors não foi a maior goleada da história do Palmeiras na Copa Libertadores da América. No ano seguinte, o Verdão venceu El Nacional por assombrosos 7 a 0.

Para classificar nesta noite não será preciso furar o goleiro Rossi tantas vezes. No tempo normal, uma classificação palestrina depende de uma vitória por três gols de diferença. Em caso de repetição do placar da Bombonera, o duelo irá para os pênaltis. É importante ressaltar que o tento anotado como visitante serve como critério de desempate para definir o classificado.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 6 x 1 BOCA JUNIORES

Data: 9 de março de 1994 - Copa Libertadores da América

Local: Estádio Palestra Itália, São Paulo (SP)

Árbitro: Juan Francisco Escobar (Paraguai)

Público: 18.875 pessoas

Gols:

Cléber aos 15 minutos do primeiro tempo; Roberto Carlos aos 6, Edílson aos 9, Evair (de pênalti) aos 20 e aos 26, Jean Carlo aos 33, e Martinez (pênalti) aos 34 do segundo tempo

PALMEIRAS: Sérgio, Claudio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio (Tonhão), Amaral, Mazinho (Jean Carlo) e Zinho; Edílson e Evair.

Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

BOCA JUNIORS: Navarro Montoya, Soñora, Noriega, Giuntini e McAllister; Peralta, Mancuso, Márcico e Carranza, Sérgio Martinez e Rubén da Silva (Acosta).

Técnico: César Luis Menotti.

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